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19 coisas que você provavelmente não sabia sobre Elke Maravilha

Ex-secretária trilíngue, madrinha das prostitutas e alienígena cinematográfica de filme infantil.

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1. Elke era filha de mãe alemã e pai russo. Além desta mistura, ela tinha avô azerbaijano e avó mongol.

Elke nasceu na Rússia em 1945, com o nome de Elke Georgievna Grunupp. Ela veio para o Brasil com a família aos seis anos de idade, fugindo do regime militar de Stalin. Eles chegaram pelo Rio de Janeiro e em seguida mudaram-se para uma fazenda em Minas Gerais.
Divulgação

Elke nasceu na Rússia em 1945, com o nome de Elke Georgievna Grunupp. Ela veio para o Brasil com a família aos seis anos de idade, fugindo do regime militar de Stalin. Eles chegaram pelo Rio de Janeiro e em seguida mudaram-se para uma fazenda em Minas Gerais.

2. Alguns dos seus primeiros contatos com brasileiros foram com os negros que trabalhavam com o seu pai em uma fazenda em Itabira (MG).

Até mudar para esta fazenda, recém-chegada da Rússia, Elke nunca tinha visto um negro. Ficou assustadíssima quando viu um e teve medo. O pai dela decidiu, então, levá-la à casa dos vizinhos, uma família negra, e largou ela lá chorando. Elke conta que, no dia seguinte, ele quase teve que bater nela para que ela voltasse para casa.
CCJ / Via Flickr: ccjuventude

Até mudar para esta fazenda, recém-chegada da Rússia, Elke nunca tinha visto um negro. Ficou assustadíssima quando viu um e teve medo. O pai dela decidiu, então, levá-la à casa dos vizinhos, uma família negra, e largou ela lá chorando. Elke conta que, no dia seguinte, ele quase teve que bater nela para que ela voltasse para casa.

3. Elke começou a vida profissional como professora de inglês e francês.

Seus primeiros empregos foram de bancária e secretária trilíngue em Porto Alegre (RS). Depois, ela foi tradutora e intérprete na Alemanha, onde morou durante um ano, depois na Grécia, quando se casou com o seu primeiro marido, que era grego. Também estudou Medicina, Letras Clássicas e Filosofia.
Reprodução

Seus primeiros empregos foram de bancária e secretária trilíngue em Porto Alegre (RS). Depois, ela foi tradutora e intérprete na Alemanha, onde morou durante um ano, depois na Grécia, quando se casou com o seu primeiro marido, que era grego. Também estudou Medicina, Letras Clássicas e Filosofia.

4. Aos 18 anos, Elke – pasme! – só tinha roupas pretas. Teve um estalo e decidiu mudar tudo: rasgou uma calça, colocou uma meia roxa, botou um batom pesado e desarrumou o cabelo.

Instagram: @bobwolfenson

Ela quis dar uma volta na rua com o novo visual e tomou um soco de pessoas que se incomodaram com o look.

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5. Até receber a ligação do Chacrinha convidando para ser jurada, em 1972, ela não conhecia o programa porque não assistia televisão.

Canal Viva

Elke perguntou a um amigo do que se tratava. Ele disse que era um programa de auditório apresentado por um cara com uma buzina. Então ela resolveu comprar uma buzina para levar também.

6. Ela disse algumas vezes que amava Chacrinha e achava que Silvio Santos era “um coitado” ou que "não respeitava seus funcionários".

Dizia que não voltaria a trabalhar com o Homem do Baú nem por decreto: “Já paguei meu carma”.
Nelson di Rago/ TV Globo / Via memoriaglobo.globo.com

Dizia que não voltaria a trabalhar com o Homem do Baú nem por decreto: “Já paguei meu carma”.

7. Elke recebeu o apelido de Maravilha do jornalista e novelista Daniel Más, um espanhol naturalizado brasileiro que morreu em 1989, em decorrência de complicações causadas pelo HIV.

David Drew Zingg / Via facebook.com

8. Ela viveu uma dona de bordel na minissérie “Memórias de um Gigolô”, em 1986, na Globo. As profissionais gostaram tanto da sua atuação que a convidaram para ser madrinha da Associação de Prostitutas do Rio de Janeiro.

Memória Globo
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9. Elke também era considerada madrinha dos presos e trabalhou mais de 40 anos na luta contra a hanseníase no Brasil.

Governo do Paraná / Via saude.pr.gov.br

10. Elke atuou no cinema. Ela é protagonista de um filme infantil chamado “Elke Maravilha Contra o Homem Atômico”, de 1978.

Na história, ela é uma alienígena com a missão de combater um cientista maluco que faz experiências atômicas na Terra.
Reprodução

Na história, ela é uma alienígena com a missão de combater um cientista maluco que faz experiências atômicas na Terra.

11. Também viveu uma vilã que contrata os serviços de uma gangue vivida pela Fat Family em “Xuxa Requebra”, em 1999.

Isso mesmo. Assista à cena aqui.
Reprodução / Via youtube.com

Isso mesmo. Assista à cena aqui.

12. Elke trabalhava como modelo quando ficou amiga de Zuzu Angel, a estilista que teve um filho, Stuart, desaparecido sob poder dos militares.

Picasa 3.0 / Via pt.wikipedia.org
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13. E foi por causa de cartazes com o rosto do filho de Zuzu que ela passou seis dias presa e ainda perdeu a cidadania brasileira.

Zuzu fazia protestos públicos em busca do filho e alegava que ele já estava morto, ela só queria encontrar o corpo. Quando viu cartazes de “desaparecido” com a foto do Stuart no aeroporto Santos Dumont, Elke teve um cinco minutos e rasgou tudo, gritando que ele já tinha sido morto mesmo. Foi em 1971.Quando perguntada se a prisão durante a ditadura a traumatizou, ela respondeu que não. “Se meu pai passou seis anos na Sibéria e não ficou traumatizado, foi torturado e fazia chacota... Imagina se eu ia ter problemas por causa de seis diazinhos no Dops!”, disse em entrevista à IstoÉ Gente.
Wikicommons / Via pt.wikipedia.org

Zuzu fazia protestos públicos em busca do filho e alegava que ele já estava morto, ela só queria encontrar o corpo. Quando viu cartazes de “desaparecido” com a foto do Stuart no aeroporto Santos Dumont, Elke teve um cinco minutos e rasgou tudo, gritando que ele já tinha sido morto mesmo. Foi em 1971.

Quando perguntada se a prisão durante a ditadura a traumatizou, ela respondeu que não. “Se meu pai passou seis anos na Sibéria e não ficou traumatizado, foi torturado e fazia chacota... Imagina se eu ia ter problemas por causa de seis diazinhos no Dops!”, disse em entrevista à IstoÉ Gente.

14. Ela experimentou diversas drogas, inclusive crack quando esteve nos Estados Unidos, como contou nesta entrevista para Marília Gabriela.

15. Elke disse em uma entrevista que a única vez em que pensou em se mudar do Brasil, país onde viveu desde os seis anos, foi quando ouviu Feliciano fazendo um discurso sobre a cura gay.

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16. Recentemente, ela sobrevivia de shows e das vendas da marca de cosméticos Elke, como contou nesta entrevista para a Marília Gabriela.

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17. Elke cansou de responder pessoas que perguntavam se ela travesti. Às vezes confirmava, inclusive.

“Sou e tenho um pau desse tamanho, quer ver?”, ela respondia, como contou em entrevista ao Extra.
br.pinterest.com

“Sou e tenho um pau desse tamanho, quer ver?”, ela respondia, como contou em entrevista ao Extra.

18. Ela foi a celebrante um casamento gay em Belo Horizonte. No discurso, lembrou que “a moral não está no meio das pernas”.

Carolina Braga/EM/http://D.A.Press / Via uai.com.br

19. Elke falava com muito amor e respeito sobre os pais, mas nunca quis ter filhos.

Nesta entrevista para a Marília Gabriela, ela disse que não conseguiria explicar as coisas para as crianças, que "não teria estrutura". Ela alegava ter feito três abortos. Nunca se arrependeu da decisão. Leia mais aqui.
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Nesta entrevista para a Marília Gabriela, ela disse que não conseguiria explicar as coisas para as crianças, que "não teria estrutura". Ela alegava ter feito três abortos. Nunca se arrependeu da decisão. Leia mais aqui.

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