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Este rapaz foi embalsamado para parecer vivo em seu próprio funeral

"Quisemos lembrar dele como ele era".

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Uma família em luto muitas vezes demonstra seu pesar de formas surpreendentes. A família de Jesús Díaz Beato, um rapaz de 26 anos que foi tragicamente assassinado a tiros do lado de fora de sua casa em San Juana, Porto Rico, fez uma homenagem diferente.

A família decidiu homenagear a vida vibrante de Jesús usando os serviços da Funerária Marin, de San Juan, uma empresa conhecida por seus funerais nada tradicionais.

A funerária é pioneira em serviços de muerto parado, ou "morto parado", desde 2008, quando organizou seu primeiro funeral não tradicional. A pedido da família, eles amarraram o corpo de Ángel Luis "Pedrito" Pantojas, um rapaz de 24 anos também assassinado em Porto Rico na sala de estar da família.

"Quando ele morreu, a família dele nos disse que queriam que ele ficasse em pé", conforme Damaris Marin, a gerente da funerária contou ao BuzzFeed Notícias. "Pensamos que fosse uma piada. Aí a mãe dele veio à funerária e percebemos que era sério".

A funerária já organizou outros nove funerais não tradicionais, disse Marin.

Ele gostava de jogar basquete e trabalhava em um restaurante em um bairro turístico em Isla Verde.

"Todo mundo no bairro o adorava", ela disse. "Todo mundo se lembra dele".

A família ficou arrasada quando Beato, como ele era conhecido pelos amigos e vizinhos, foi assassinado em 3 de março.

A polícia disse ao jornal El Nuevo Día que ainda não descobriram o motivo do assassinato.

Ele ficou sentado em uma cadeira da casa da mãe dele. Lhizz disse que a mãe dela mantinha a cadeira coberta de plástico e não permitia que Beato se sentasse nela, apesar dele ter tentado várias vezes.

"Meu Deus", ele reclamava, "só vou poder sentar nessa cadeira quando eu estiver morto".

Beato sempre era visto com um charuto e um boné preto. Suas calças cáqui e seus tênis eram novinhos.

"Esse era o jeito dele de ser", disse a irmã.

A funerária manteve os olhos dele abertos para fazer uma surpresa para a família.

Marín disse já ter sido criticada pelos funerais nada tradicionais, mas disse estar apenas tentando agradar as famílias e ajudá-los no processo de luto.

(AP Photo/Ricardo Arduengo)

O corpo de Georgina Chervony Lloren, falecida por causas naturais aos 80 anos, sentada na Funerária Marin em maio de 2014.

"Algumas pessoas dizem que fica feio", ela disse. "Elas preferem algo mais tradicional. Mas se é uma coisa que a família quer, por que não fazer?"

Imediatamente ela pareceu mais feliz, disse Lhizz, e exclamou como ele parecia com o "mesmo filho que ele era".

"Quisemos lembrar dele como ele era".

Ela disse que o funeral deu apoio à família para lidar com o luto da perda.

"Não me lembro de nada triste", ela disse. "Fiquei muito feliz".

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