back to top

15 jovens mães que desafiam os estereótipos

Jendella Benson, escritora e fotógrafa, falou com mulheres que se tornaram mães ainda jovens.

publicado

A fotógrafa Jendella Benson começou seu projeto fotográfico "Jovem Maternidade" para mostrar como as mães jovens são vistas pelo público.

Ela tirou fotos de mulheres com seus filhos e perguntou sobre as experiências que elas tiveram sendo mães na juventude.

"Eu tenho amigas que tiveram filhos muito jovens", disse Benson BuzzFeed. "Eu realmente admirava a perseverança delas na criação dos filhos e ao mesmo tempo ter que trabalhar, ir para a universidade e geralmente correr atrás de seus objetivos.

"Eu estava muito ciente de que na sociedade em geral, jovens mães são vistas de uma forma muito negativa".

Amy sobre jovens mães de hoje:

“Eu sou professora, então eu lido com jovens que engravidam regularmente. Eu somente digo a elas que as coisas vão demorar um pouco mais, você pode conseguir tudo o que queria alcançar, mas às vezes vai demorar um pouco mais. Então eu fui para a universidade, mas eu estava apenas atrasada alguns anos em relação às minhas colegas que entraram na idade tradicional. Isso não significa que você não pode chegar lá, mas [também] que você deve desfrutar do seu bebê e não ter vergonha dele”.

Angela sobre a decisão de ir em frente com a sua primeira gravidez:

“Tomamos a decisão de que quaisquer desafios que viessem, nós os enfrentaríamos. Eu não acho que você pode estar sempre preparada para ter filhos, eu acho que é apenas uma coisa que você vai aprendendo dia após dia, você aceita os desafios conforme eles aparecem, você os supera e olha para trás e diz: 'Cara, isso foi difícil, mas superamos’”.

Publicidade

Chantell sobre crescer juntas:

“É uma responsabilidade enorme, mas é o que eu sei agora, e eu realmente gosto do fato de que tive a minha filha. Eu sou sua primeira professora, ela me admira e eu adoro isso, porque me desafia a ser uma pessoa melhor. Ela é uma boa menina. Às vezes, eu gostaria de ter esperado um pouco mais, mas agora, quando eu olho para a minha filha e ela está na idade que está, estou na idade que estou – nós crescemos juntas. Então, eu não gostaria de ter tido ela mais tarde, estou feliz por tê-la quando aconteceu”.

Charity sobre as reações e conselhos de amigas:

“[Eu tive] amigas dizendo, 'Não, não, você gosta de sair, você gosta de fazer isso...', e eu estava tipo, 'Será que essa vida acabou? Eu ainda estou viva!'. Incomodava-me um pouco e eu fiquei muito chateada com algumas pessoas e para ser honesta, e fico brava até hoje quando alguém que me disse esse tipo de coisa agora fala 'Ah, ele é tão lindo!' – bem, você não achava que eu deveria ter tido ele! No começo eu estava muito amarga com elas porque isso me chateava, porque eu queria apoio. Eu nunca considerei [o aborto], eu tinha minhas convicções e eu [não] via o aborto como uma saída”.

Publicidade

Dee sobre a percepção pública de jovens pais:

“O estigma de ser uma jovem mãe está aumentando por causa de sentimentos sobre o bem-estar. Acho que as pessoas realmente não gostam de jovens pais por uma série de razões, mas a maior parte é econômica. Não é aceitável ser homofóbico, racista ou sexista mais, mas muitas vezes você ouvirá a discriminação com os pais jovens. [Você ouve] que eles são a escória da humanidade e todas as coisas que são ditas sobre a moralidade”.

Emily sobre a transição para a maternidade:

“Ao longo da minha gravidez, eu definitivamente fiquei mais confiante. Eu fiquei mais confiante como mulher e definitivamente senti a transição entre ser adolescente e adulta. Eu tive que deixar um monte de amigas para trás, porque o momento não era mais de sair com as amigas, tomar uma bebida e ir ao bar ou não fazer nada. Era de planejamento para o futuro e de se estabelecer, e fazer o que você precisa fazer”.

Publicidade

Grace sobre a reação de estranhos:

“Lembro-me de estar em uma enfermaria de hospital em um turno, e eu estava com meu crachá e embaixo dele havia uma foto do Daniel do outro lado. E uma das pacientes viu essa foto do Daniel e disse: 'Ah, você tem um filho'. Eu disse: 'Sim, ele tem 2 anos'. 'Ah, você não é casada?' Eu disse: 'Não, eu não sou casada, somos apenas eu e o Daniel'. 'Ah, mas você ainda deve amá-lo, certo?' Bem, sim! Ele é meu filho, sim, eu ainda o amo!”

Jennifer sobre trabalhar e a maternidade:

“Eu desisti de meus estudos, trabalhei, tive meu filho, tirei uma licença e depois, quando ele tinha cerca de 8 meses, eu voltei a trabalhar em tempo integral. Lembro-me de que ia trabalhar com lágrimas nos olhos, porque eu sentia como se fosse forçada a voltar ao trabalho, sentia que o governo estava amarrando minhas mãos. Eu não queria deixá-lo tão cedo. Eu não tinha nenhum apoio financeiro do pai, era realmente tudo comigo. Mesmo que seja duro e desafiador, você simplesmente supera. De alguma forma, você acaba encontrando a força para enfrentar a situação. Cada vez eu dizia a mim mesma: 'Eu não estou fazendo isso por mim mesma, estou fazendo isso por meu filho. Eu sou o seu mundo inteiro, então eu tenho que fazer o que preciso fazer’”.

Publicidade

Justina sobre como a maternidade mudou sua abordagem com a vida:

“Isso me deixou super determinada a fazer alguma coisa com a minha vida. Essencialmente, quando fiquei grávida, todos me abandonaram, exceto minha mãe. Eles diziam que eu não seria nada, que eu tinha arruinado minha vida, que eu nunca teria uma carreira, que eu não seria capaz de conseguir um emprego decente. Na época, pelo fato de eu não estar com o pai dela, era tipo 'Ninguém jamais vai te querer, você nunca vai conseguir se casar, ninguém vai levar você e uma criança'. Eu estava super determinada a provar que estavam errados. Quando eu fui capaz, voltei para a faculdade, estudei e trabalhei, e trabalhei, e trabalhei para não satisfazer esse tipo de estereótipo”.

Lucy sobre a decisão de ter um bebê:

“Olhando para trás agora, eu fiz isso de propósito. Eu não entendia o que eu estava fazendo no momento. Havia muitas coisas acontecendo na minha vida sobre as quais eu estava muito confusa e muito preocupada. Olhando em retrospecto, como alguém que é muito mais maduro e teve todas as experiências que tive como mãe e alguém que conseguiu seguir com sua vida, eu posso ver agora o que eu estava fazendo. Eu estava tentando controlar meu ambiente, e eu estava tentando controlar o que estava acontecendo na minha vida”.

Modupe sobre suas próprias percepções sobre jovens mães:

“Antes de eu ficar grávida, se eu via alguém que estivesse grávida e fosse jovem, eu sempre pensava, 'Como podem estar grávidas? Elas são tão jovens!' E então, quando eu estava na situação, era tipo, 'Ah, então isso pode acontecer a qualquer um!'. Então, eu estava muito consciente das pessoas ao meu redor e o que elas pensariam de mim também. Havia uma outra menina e ela ficou grávida pouco depois de mim, e eu me lembro dela me dizendo, e isso é muito ruim, mas eu queria ficar sozinha. Eu não queria ser agrupada [com ela], como as 'mães adolescentes'. Eu não queria ser colocada naquele estereótipo. Mas eu fui colocada nele de qualquer maneira, porque eu era uma jovem mãe”.

Naomi sobre o apoio do governo:

“Quando engravidei, eu não sabia nada sobre qualquer apoio do governo. Mesmo depois que eu tive Ella, eu não sabia. Eu desconhecia totalmente muitas coisas. Poucas semanas depois que eu a tive, minha irmã estava tipo, 'Você sabe sobre isso e sobre aquilo?', e eu estava tipo, 'Não'. Mesmo meses depois, fui ver uma profissional de saúde e ela estava tipo, 'Você já solicitou isso e aquilo?'. E eu estava tipo, 'Eu nem sabia que isso existia'. Teria sido muito mais fácil e muito melhor se eu realmente soubesse dessas coisas antes de dar à luz”.

Natalie sobre apreciar a oportunidade:

“Há um sentimento agora que eu penso, 'Ah, eu não fui para universidade, eu não tive nenhuma dessas oportunidades'. Mas então, na verdade, eu tive muito de outras coisas. Conheço algumas pessoas agora que estão realmente lutando para dar à luz, agora que estou em uma idade em que as pessoas estão planejando ou tentando ter filhos, e por isso sinto um verdadeiro privilégio e uma bênção real por ter tido a oportunidade de fazer isso, mesmo que não fosse nas melhores circunstâncias ou da maneira planejada”.

Sophie sobre o apoio:

“O lugar onde eu morava na época era conhecido por ter a maior taxa de gravidez na adolescência do país, de modo que havia uma rede de apoio. Eu não só tinha a minha família, mas tive a ajuda da Connexions, eu tive uma enfermeira específica que era treinada para lidar com gravidez na adolescência, e ela foi fantástica e eu ainda continuo amiga dela até hoje. Eu sabia que eu não precisa me preocupar com a escola e [ser] uma mãe e [fazer] tudo de uma vez. Eu tinha pessoas que podiam me ajudar de uma maneira simples. Ter apoio adolescente específico impede você de se sentir tão alienada e isolada”.

Tanya sobre ser jovem e ter a aparência jovem:

“[Eu tinha 17, mas] parecia que eu tinha 13, então acho que tinha muita noção disso e queria que as pessoas me vissem como adulta. Mesmo quando eu estava no hospital dando à luz, sentia que as assistentes de parto estavam me tratando de forma um pouco estranha porque eu era jovem. Eu queria que elas reconhecessem que eu era uma mulher dando à luz, mas elas não o fizeram. Eu não queria ser uma mãe jovem estereotipada; odiava o fato de parecer tão jovem e estar empurrando um carrinho na rua e as pessoas [verem] aquilo. Então, estava determinada a não ser o que as pessoas esperavam que eu fosse.”

A Semana de Pais e Filhos trará conteúdo voltado para honrar o trabalho mais difícil e mais amado do mundo: ser mãe ou pai. Veja mais posts da Semana Pais e Filhos aqui.