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Tudo que você precisa saber sobre política na véspera do impeachment no Senado

Delcídio é cassado pelo Senado, Dilma Rousseff tenta última cartada no STF para deter processo. Michel Temer já tem metade dos nomes para os ministérios.

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atualizado em

O fracasso da Operação Maranhão para parar o impeachment na Câmara dos Deputados

Presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão tentou anular o impeachment, não conseguiu e agora está sob risco de perder a cadeira que herdou de Eduardo Cunha.
Andressa Anholete / AFP / Getty Images

Presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão tentou anular o impeachment, não conseguiu e agora está sob risco de perder a cadeira que herdou de Eduardo Cunha.

Pouco depois da zero hora desta terça (10), Waldir Maranhão revogou a anulação da sessão do impeachment na Câmara dos Deputados. Foi o fim de uma operação que durou menos de 12 horas e elevou a temperatura na tumultuada cena política.

Maranhão teve um dia para lá de pesado na Câmara. O PP deu prazo até esta quarta-feira para que ele apresente sua renúncia à Presidência interina da Casa ou colocará em marcha seu processo de expulsão. O colega de bancada Julio Lopes (PP-RJ) também apresentou queixa contra Maranhão na Corregedoria. E, na reunião de líderes, o deputado trapalhão foi pressionado a deixar a Mesa Diretora, mas ainda resiste.

Movimentos de esquerda protestam pelo país

Membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) protestam contra o impeachment em Brasília.
Ueslei Marcelino / Reuters

Membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) protestam contra o impeachment em Brasília.

Organizados na Frente Brasil Popular, movimentos sociais e centrais sindicais organizaram bloqueios de rodovias e avenidas por todo o país. Os atos já estavam marcados antes de o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) anular a sessão da Câmara que aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff e depois revogar a anulação. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma das coordenadoras das manifestações, os protestos aconteceram em pelo menos 19 estados.

A última cartada de Dilma Rousseff para deter impeachment no STF

A Presidente Dilma Rousseff após encontro com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro: última tentativa no STF
Ueslei Marcelino / Reuters

A Presidente Dilma Rousseff após encontro com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro: última tentativa no STF

No final da tarde desta terça (10), Dilma Rousseff tentou sua última cartada no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar deter o prosseguimento do impeachment no Senado. A AGU (Advocacia-Geral da União) ingressou com um pedido para que os atos do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sejam considerados nulos e o processo volte à estaca zero. No entorno de Dilma, a derrota no plenário do Senado já é considerada como certa.

Gilmar Mendes desanca recurso de Dilma: "podem ir ao papa ou ao diabo"

Gilmar Mendes: "podem ir ao papa ou ao diabo".
Rosinei Coutinho/STF

Gilmar Mendes: "podem ir ao papa ou ao diabo".

Mas a viabilidade da tentativa da defesa de Dilma de deter o processo de impeachment pela via judicial é bastante incerta. O STF já negou recursos apresentados no passado pela paralisação do rito do impeachment. Até a publicação desta reportagem, o STF ainda não havia julgado o recurso.

Gilmar Mendes disse sobre o recurso da presidente ao STF: "Ah, eles podem ir para o céu, o papa ou o diabo".

Michel Temer procurou Renan Calheiros, último aliado de Dilma

Temer deixa a casa de Renan Calheiros: Senado formou maioria pró-impeachment de Dilma.
Paulo Whitaker / Reuters

Temer deixa a casa de Renan Calheiros: Senado formou maioria pró-impeachment de Dilma.

O vice-presidente Michel Temer foi até a casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na véspera da votação do impeachment. Temer espera o desfecho da votação que deverá afastar Dilma Rousseff por 180 dias até o julgamento do processo de impeachment para anunciar o ministério. Aliado de Dilma, o senador alagoano vinha resistindo indicar um nome para o ministério de Temer.

Delcídio é cassado por 74 senadores

Delcídio do Amaral (ex-PT/MS) foi o primeiro senador a ser preso no exercício do mandato no período democrático: cassação por 74 votos.
Adriano Machado / Reuters

Delcídio do Amaral (ex-PT/MS) foi o primeiro senador a ser preso no exercício do mandato no período democrático: cassação por 74 votos.

Por 74 votos e uma abstenção, Delcídio do Amaral perdeu o mandato de senador na noite desta terça (10). Ele foi preso por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) após tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, preso na Lava Jato. Delcídio tornou-se delator da Lava Jato e vinha manobrando para tentar salvar seu mandato.

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