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Substituto de Jucá é também alvo de investigação

Dyogo Oliveira teve sigilos quebrados em operação Zelotes, que apura venda de Medidas Provisórias nos governos Lula e Dilma. Ele nega as suspeitas.

publicado

Sucessor de Romero Jucá no Planejamento, o ministro interino Dyogo Henrique Oliveira é suspeito de envolvimento no esquema de venda de medidas provisórias nos governos Lula e Dilma Rousseff. O caso é apurado pela chamada operação Zelotes.

Evaristo Sa / AFP / Getty Images

Ao lado do presidente interino Michel Temer no anúncio das medidas econômicas nesta terça (24), o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira: quebra de sigilos na Operação Zelotes.

Em outubro, o Ministério Público Federal requereu as quebras dos sigilos bancário e fiscal dele entre 2008 e 2015, autorizado pela Justiça Federal. O caso corre em segredo de Justiça.

Ele assumiu o Ministério do Planejamento após a revelação dos diálogos em que o titular Romero Jucá discutia como barrar investigações da Operação Lava Jato.

O novo ministro interino trabalhou no Ministério da Fazenda e do Planejamento nos governos Lula e Dilma. Ele foi citado como possível contato, no governo federal, dos lobistas suspeitos de “comprar” medidas provisórias. Ele aparece em agenda do lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS.

Na ocasião em que veio a público a suspeita de envolvimento dele com os lobistas investigados na Zelotes, Dyogo Oliveira negou as acusações. Ele disse ao jornal "O Estado de S.Paulo" em outubro que, como secretário do Ministério da Fazenda, tinha como uma de suas atribuições “manter reuniões regulares com diversos setores produtivos, durante as quais esclarecia aspectos legais e técnicos das medidas econômicas em debate”. Na ocasião, ele negou ter relações com os lobistas investigados na Zelotes.

O caso envolve a suspeita de que lobistas tenham pago propina para obter isenções de impostos em duas MPs que beneficiavam empresas do setor automotivo.

Na manhã desta terça, durante o anúncio do pacote econômico do governo Michel Temer, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse em Brasília que o governo não vai definir um substituto definitivo para Romero Jucá e que Dyogo Oliveira permanecerá no cargo durante a licença do ministro que caiu.

Enquanto isso, no Senado...

Senador @TelmarioMotaRR protocolou representação no Conselho de Ética pedindo a abertura de processo contra Jucá por quebra de decoro

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