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12 coisas que aprendi com o racismo

Lições que eu gostaria de não precisar ter aprendido.

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1. Aprendi que ser branco é o "normal" da sociedade.

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A maioria dos brancos passa a vida sem perceber que nunca conviveram com um negro em seus locais de estudo, trabalho ou vida pessoal. Se somos 54% da população brasileira e vocês não nos veem, existe algo de errado. Não acha que existem motivos para que não sejamos vistos?

2. Que o racismo aumenta conforme nossa pele é mais escura.

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Quanto mais clara uma pessoa negra é, mais ela é aceita pela sociedade. Já repararam? Algumas pessoas até se identificam como "morenas" para se afastar da imagem dos negros. O racismo acaba com a nossa auto-estima e nos faz querer ser outra pessoa.

3. Que pessoas brancas dificilmente falam sobre raça.

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Entre as pessoas brancas existe um medo de tocar neste assunto e serem taxadas de racistas. O medo de serem rotulados faz com que continuemos estereotipados. Jogar tudo pra debaixo do tapete não faz com que o problema suma, só faz com que ele fique invisível e mais difícil de resolver.

4. Que a maioria das pessoas quando pensam em uma pessoa bem sucedida, raramente pensam em uma pessoa negra.

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Desde sempre a imagem dos negros(as) é atrelada a falta de inteligência, servidão e criminalidade. Enquanto ser loiro(a) de olhos azuis é o que representa a beleza, a inteligência e o sucesso. Assim fica fácil decidir em quem você vai se espelhar quando a mídia já decidiu por você, não é mesmo!?

5. Ter um relacionamento é muito mais difícil depois de entender como funciona o racismo.

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Grande parte das mulheres negras morrem sozinhas ou sofrem violência doméstica porque, simplesmente, nós fomos induzidos a achá-las feias e inferiores. Isso fez com que eu questionasse e mudasse a maneira como me relacionava com as pessoas e principalmente como eu via o mundo.

6. Representatividade é ter a possibilidade de se sentir bem sendo você mesmo.

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Não nos ver nas produções de entretenimento é um como ser constantemente lembrado que não há nada de bom no nosso futuro. E também é um lembrete para as pessoas brancas de que raramente algo de bom poderia vir nós negros. Uma mentira contada várias vezes vira verdade.

7. Percebi que o racismo não é a preocupação de muitos negros.

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Isso porque muitos de nós estão preocupados, primeiramente, em sobreviver. O que faz todo o sentido quando você faz parte de um povo deixado de lado. Mas isso não muda o fato de que o racismo os afeta diretamente. Impedindo-os até de melhorar a sua condição social.

8. Entendi a necessidade das cotas raciais.

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Já fui contra as cotas raciais. Mas, não podemos jogar fora uma geração inteira enquanto esperamos uma reforma na educação ou que as pessoas simplesmente deixem de ser racistas de uma hora pra outra. Como mudar a condição do negro no Brasil se na maioria das vezes, ele não está em posições que necessitam de mais instrução? Basta olhar a sua volta, quantos profissionais negros você conhece trabalhando na sua área?

9. Não é só uma questão de grana, é uma questão de cor.

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Mesmo que você seja a pessoa negra mais rica do mundo, ainda vão te confundir com um segurança de shopping ou uma babá. Não tem nada de errado em ser um desses trabalhadores! O que tem de errado é assumir que um negro nunca estaria na mesma posição que você.

10. Entendi que não existe liberdade de expressão se as outras pessoas acabam presas à estereótipos.

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Não é só uma piada, não é só uma bobagem, não é só um engano. São esses "erros" que fazem com que um jovem negro morra a cada 12 minutos ou que os casos de homicídios de mulheres negras cresçam 54%.

11. Que pra começar a deixar de ser racista é preciso admitir seu próprio racismo.

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Como homem negro, eu mesmo já repeti várias falas racistas. Primeiro que assim seria mais fácil de me encaixar em um grupo. Segundo, para sobreviver ao mercado de trabalho – que já naturalmente repele os negros. E terceiro porque o racismo é ensinado diariamente nos pequenos atos, e quando você menos percebe já está sendo racista. Não é vergonha admitir que já foi racista, vergonha é continuar sendo. Querer mudar é o primeiro passo para qualquer mudança.

12. Mudar a maneira de pensar não é algo fácil.

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Falar que é preciso "não ser racista" é muito fácil, mas não ter pensamentos e atitudes do tipo é oouuutro caso. Depois de admitir seu racismo, é preciso DETECTAR quando isso acontece, REFLETIR o porquê de ter se sentido assim e, por fim, REJEITAR esses pensamentos.

Esta é a semana da Consciência Negra do BuzzFeed Brasil. Clique aqui para acessar mais conteúdos sobre o assunto.