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30 fotos que mostram a loucura que era a vida noturna de Nova York nos anos 90

O fotógrafo Steve Eichner tinha acesso exclusivo a algumas das festas mais badaladas da cidade. Fotos reunidas pela Getty Images.

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Durante os anos 1990, o fotógrafo Steve Eichner documentou a loucura que rolava nas baladas e na vida noturna de Nova York. Ele tinha acesso exclusivo a algumas festas, pois trabalhava para Peter Gatien, então considerado o "rei das boates de Nova York" e que era proprietário dos famosos Limelight, Club USA, Palladium e Tunnel.

Eichner conversou com o BuzzFeed News sobre suas experiências nas festas mais badaladas de Nova York nos anos 1990:

Após minha formatura, me mudei para Manhattan e, por meio da cena musical, acabei atraído para a vida noturna de Nova York. Havia tanta cor, animação e energia — era fácil, bastava aparecer com a minha câmera e documentar aquela explosão todas as noites.

Era tudo o que você pode imaginar. De consumo de drogas a sexo em qualquer canto, vi de tudo. Todo mundo era menos reservado. Eles só queriam diversão. Ninguém estava tirando selfies ou fingindo alguma coisa. Nova York era acessível e pessoas de todos os tipos festejavam juntas: artistas, banqueiros, celebridades, drag queens, músicos e poetas. A energia fluía. Sempre havia algo inesperado.

Steve Eichner / WireImage

À esquerda: Mark Wahlberg mostra dedo do meio para a câmera no Club USA, 1993.

À direita: Amber Valletta e amiga dançam em sua festa de aniversário no Palladium, 1995.

Todos os dias da semana tinha uma boate para ir. A festa não tinha fim. Os clubbers se "fantasiavam" e faziam a festa. Era muito mais animado. Havia espaços VIP, mas o negócio de serviço de bar por garrafa ainda não era utilizado. Era muito mais sobre como você se vestia e se você era divertido, o dinheiro não importava. Se você estivesse na panelinha, não pagava a entrada ou as bebidas. Acho que isso não existe mais hoje.

Eu trabalhava com a assessoria de imprensa, tirando fotos das celebridades e dos eventos e depois enviando as imagens para os jornais e as revistas, fazendo assim a divulgação da casa. E também ficava de plantão, então se uma celebridade aparecesse às 3 horas da manhã, me bipavam e eu pegava minha câmera e corria para lá. Um caso desses foi em 1992 — meu bipe tocou, altas horas da madrugada. Vesti qualquer coisa e corri para o Club USA, para ver Julia Roberts e seu estilista na pista de dança. Fui até eles e tirei algumas fotos, mas o guarda-costas dela pediu que eu parasse. Foi o que eu fiz, mas o assessor de imprensa da boate disse: Você tem de tirar mais, garantir uma boa foto!

Voltei e tirei mais uma, foi quando o guarda-costas ficou irritado e me empurrou para longe da pista de dança. O assessor de imprensa ainda não estava contente, então subi em um camarote e coloquei minhas lentes de zoom. Tirei mais algumas fotografias antes de o guarda-costas perceber o que eu estava fazendo e começar a correr para me pegar. Na mesma hora, a Julia me viu e começou a gritar, apontando o dedo para mim: 'Não tire mais nenhuma MERDA de foto'. Eu fugi por uma porta lateral e saí correndo da boate.

Hoje, todos têm uma câmera no celular e podem se expor nas redes sociais, o que acaba deixando as pessoas mais preocupadas com a sua imagem. Não sei se isso é melhor ou pior, apenas é diferente. Antigamente, a fotografia era uma arte e uma ciência, parecia mais especial para mim. Eu aparecia com as fotos da noite anterior e era algo mágico. Os clubbers se reuniam ao meu redor e parecia que eu estava fazendo algo diferente e empolgante. Eu era tratado como um deus porque tinha uma câmera e sabia usá-la. Hoje todo mundo é seu próprio fotógrafo.

Veja mais fotos da vida noturna de Nova York nos anos 1990, tiradas por Eichner, no Getty Images e em seu site.

Este post foi traduzido do inglês.

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