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22 fatos sobre Marielle Franco

Marielle tinha 38 anos, era mãe solo e foi a segunda vereadora mais votada do Rio de Janeiro nas eleições de 2016.

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1. Marielle Franco tinha 38 anos, era socióloga e se apresentava como mulher, negra, mãe, feminista, popular, defensora das mulheres lésbicas e das identidades trans e defensora da favela da Maré.

2. Ela era graduada em ciências sociais pela PUC-Rio e mestre em administração pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

3. Sua dissertação de mestrado teve como tema "UPP: a redução da favela a três letras".

4. Marielle era carioca, foi criada no Complexo da Maré e foi mãe solo de uma menina aos 19 anos. "Isso me ajudou a me constituir como lutadora pelos direitos das mulheres e debater esse tema nas favelas", diz em seu site.

5. Quando engravidou, aos 18 anos, teve de parar de estudar no cursinho popular em que estava para se dedicar à filha. Dois anos depois voltou a estudar e fez dois anos de cursinho antes de entrar na PUC-Rio.

6. Nessa época ela perdeu uma grande amiga, vítima de bala perdida num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré, o que a incentivou ainda mais a partir para a militância.

7. Foi na universidade que ela começou a se entender com uma ativista. "É nessa época em que as incursões nas favelas crescem, que o lugar do debate, do armamento e o debate da segurança pública vem mais à tona", declarou nesta entrevista à revista Subjetiva.

8. Ela também trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm).

9. Marielle entrou na política em 2006, para ajudar na primeira campanha de Marcelo Freixo, que foi seu professor no cursinho pré-vestibular.

10. Após a eleição de Freixo como deputado estadual, Marielle coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

11. Em 2016, aos 37 anos, foi eleita vereadora pelo PSOL com 46 mil votos, a quinta maior votação do Rio. Foi a sua primeira disputa eleitoral.

12. Entre as vereadoras, Marielle foi a segunda mais votada.

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13. Em um ano e três meses de mandato como vereadora apresentou 13 projetos de lei.

14. Entre os projetos estão a criação do "Espaço Coruja", um local onde mães e pais que trabalham à noite poderiam deixar seus filhos.

15. Ela conseguiu aprovar na Câmara dos Vereadores o projeto de lei das Casas de Parto, para aumentar o número de casas que apoiam o parto normal no Rio de Janeiro, principalmente em zonas da cidade com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

16. Ela apresentou um projeto para a criação do Dossiê da Mulher Carioca, que compiliaria dados sobre a violência de gênero no município.

17. Marielle também apresentou um projeto chamado "Se é Legal, Tem Que Ser Real", para ajudar as mulheres a saberem que podem fazer aborto legais, em caso de anencefalia, estupro e risco de morte para a mulher.

18. Ela era presidente da Comissão da Mulher na Câmara do Rio de Janeiro.

19. Ela também fazia parte do grupo responsável por acompanhar a intervenção militar federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

20. Ela totalmente contra a intervenção militar na cidade, a qual chamava de farsa: "É farsa mesmo. Tem a ver com a imagem da cúpula da segurança pública, com a salvação do PMDB, tem relação com a indústria do armamentismo".

21. Como vereadora, ela tinha como um de seus objetivos aumentar a presença de negros, mulheres, identidades e gêneros mais amplos.

22. Um dia antes de ser assassinada no centro do Rio de Janeiro, ela tuitou sobre a violência policial na cidade.

Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?

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