É assim que funciona a licença maternidade (e paternidade) pelo mundo

    "Fui discriminada pela maternidade, não de forma aberta ou mal-intencionada, mas por meio de um desprestígio lento e da falta de oportunidades."

    As políticas de licença parental variam muito no mundo todo — desde nenhuma licença remunerada exigida pelo governo, caso dos EUA, até 87 semanas remuneradas, caso da Estônia.

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    Então perguntamos às pessoas do BuzzFeed Community como é a licença maternidade/paternidade onde elas moram.

    Alguns países oferecem longas licenças para as mães, mas pouco ou nenhum tempo para os pais – refletindo crenças culturais sobre estruturas familiares e se mulheres com filhos pequenos devem trabalhar. Outros permitem que as famílias dividam o tempo de licença entre o casal.

    Ouvimos centenas de pais do mundo todo. Aqui estão algumas de suas experiências.

    1. "Se uma mulher volta a trabalhar antes que seu filho complete 2 anos, aqui a sociedade a julga como uma mãe ruim que não quer cuidar do filho."

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    Tirei dois anos, com cinco meses cobertos pela minha empresa e 19 meses pelo plano de saúde (todo mundo paga um plano de saúde aqui na Hungria). Recebi, em média, 80% do meu salário.

    Se uma mulher volta a trabalhar antes que seu filho complete 2 anos, aqui a sociedade a julga como uma mãe ruim que não quer cuidar do filho.

    Ainda não voltei. É uma situação difícil — por um lado, é mágico ficar com o bebê, mas me sinto dividida. Não existem creches de qualidade, nenhuma chance de trabalhar em meio período ou em casa. Estou pensando em trocar de carreira.

    — Anônima, 32 anos, Hungria.

    2. "Existe até mesmo um serviço de motoboy para pegar o leite materno no escritório – e seu bebê ter acesso a ele enquanto você trabalha."

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    Tirei quatro meses de licença com salário integral. A lei indonésia exige três meses de pagamento integral e recebi um mês adicional da minha empresa.

    A transição da volta foi ótima. Minha empresa tem uma "adaptação suave", então voltei a trabalhar quatro horas no início e gradualmente aumentei até oito horas. Eles foram flexíveis e entenderam minhas necessidades.

    O Sudeste Asiático é excelente quando se trata de licença e auxílio para novas mães. Meu trabalho tinha uma bela sala de enfermagem, completa com geladeira e esterilizador. Existe até mesmo um serviço de motoboy em Jacarta para pegar o leite materno no escritório – e seu bebê ter acesso a ele enquanto você trabalha.

    — Cara, 39 anos, Indonésia, executiva de marketing.

    3. "Eu estava respondendo e-mails 24 horas depois da minha cesariana, gerenciando o escritório quatro dias depois e fui trabalhar assim que consegui andar sem muita dor."

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    Eu estava respondendo e-mails 24 horas depois da minha cesariana, gerenciando o escritório quatro dias depois e fui trabalhar assim que consegui andar sem muita dor. Sou assalariada, então fui paga pelos dias em que estive ausente. Tecnicamente me dei cobertura porque sou a dona da empresa.

    Com certeza eu estava trabalhando antes do que deveria física e mentalmente. Infelizmente, não havia muita escolha. No Canadá, as empresárias não pagam e não podem tirar licença-maternidade, a menos que usem o seguro-desemprego (o que não vale a pena a longo prazo). Minha empresa não pode funcionar sozinha, então a comandei com o bebê a tiracolo. Não há equilíbrio — são dois trabalhos em período integral ao mesmo tempo.

    Nós conseguimos, mas a amamentação foi difícil e chorei mais do que gostaria. Sinto que com certeza a criação de laços teria sido mais fácil se eu tivesse tido a oportunidade de ser apenas mãe.

    — Zoe, 28 anos, Canadá, empresária e designer.

    4. "A licença parental me deu tempo para garantir que nosso filho [que tinha 3 anos quando o adotamos] soubesse que não íamos a lugar nenhum."

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    Recebemos a ligação de que havíamos sido escolhidos para adotar uma criança em 17 de março de 2016. Conhecemos nosso filho em 22 de abril de 2016 e o trouxemos para casa em 29 de abril. Passamos as 37 semanas seguintes aprendendo e criando laços com nosso filho de 3 anos.

    Só tive direito a 37 semanas, em vez das 52 que uma mãe biológica teria. Essas 37 semanas foram pagas pelo seguro-desemprego. Meu marido também é professor, então ele teve férias no verão. Conseguimos passar um tempo juntos como uma nova família de três pessoas, sem precisar pegar uma licença adicional no trabalho.

    Nosso filho é um garotinho inteligente, engraçado e muito independente, e nós o amamos muito. A licença parental me deu tempo para garantir que ele soubesse que não íamos a lugar nenhum, e nos deu tempo para aprendermos a ser os melhores pais que podemos ser.

    — Michelle, 39 anos, Canadá, trabalha na área de educação.

    5. "Meu marido tirou uma licença, mas o trabalho dele só o liberou por duas semanas — o que me irritou muito, porque tive que me afastar por um longo período, o que pode afetar minha carreira."

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    Estou tirando 16 semanas — estou no meio delas agora. São totalmente pagas, cobertas pelo meu empregador. Tenho o tempo de licença que queria — mais do que a exigência legal (o pagamento integral pelo período todo também não é uma exigência legal). Mas tenho um bom relacionamento com meu chefe e diretor, então ele aceitou a condição de eu estar disponível por telefone ou e-mail para dar assistência às pessoas que cuidam do meu trabalho enquanto estou fora.

    Sinto pressão tanto para voltar logo quanto para ficar mais tempo, se é que isso faz sentido. Embora meu chefe tenha concordado — e, sendo justa com ele, não me pressionou para encurtar a licença —, sempre senti como se houvesse algo tácito no ambiente de trabalho, como se as pessoas estivessem me julgando. Talvez seja apenas minha imaginação. Por outro lado, algumas pessoas que não trabalham comigo falaram que eu deveria ter mais tempo de licença e não me preocupar com minha carreira agora.

    Meu marido tirou uma licença, mas o trabalho dele só liberou duas semanas — o que realmente me irritou, porque senti, e ainda sinto, que tive que me afastar por um longo período, o que pode afetar minha carreira.

    — Anônima, 32 anos, Cingapura, trabalha em um fundo de investimento.

    6. "Nós dois concordamos em tirar 50% cada um, já que queríamos que o bebê estivesse conosco igualmente."

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    Dividi a licença ao meio com meu marido, que é médico. Ambos recebemos 10 meses cada um. 100% do tempo foi pago (recebemos 90% do nosso salário original). O governo assume cerca de 80% até certo valor, e o empregador assume o restante até 90%. Como estudante, ainda tenho financiamento público para ficar em casa (o valor foi baseado no meu último emprego).

    Nós dois concordamos em tirar 50% cada um, já que queríamos que o bebê estivesse conosco igualmente. Ele também estava em casa comigo no primeiro mês, quando aprendemos a amamentar e a viver com um novo ser humaninho em nossas vidas — semanas muitíssimo importantes para nós, principalmente para mim nos dias em que tive depressão pós-parto.

    Agora, o bebê está na creche, estou de volta aos estudos e estamos nos ajustando aos poucos todos os dias. Fico muito feliz por viver em um país onde a licença parental justa não é apenas debatida, mas é a lei. Pudemos ficar com nosso filho, construir um relacionamento forte e uma base segura para a formação de sua identidade.

    — Anna, 31 anos, Suécia, estudante de medicina.

    7. "Tirei só três dias de folga [quando minha esposa deu à luz]. Às vezes, me sinto muito culpado por esse período em nossas vidas."

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    Como tirei só três dias (e em um deles eu estava de plantão), fui pago.

    Havia acabado de começar em um emprego novo três semanas antes do nosso filho nascer. Meu trabalho exige muito, o que me fez não poder dedicar um tempo ao meu próprio filho. Senti uma pressão enorme para voltar ao trabalho. Acho que isso impactou muito negativamente a criação de laços quando nosso filho era recém-nascido.

    Minha esposa é dona de casa. Isso colocou pressão em nosso relacionamento porque as exigências do trabalho não me permitiram dar o apoio necessário durante os primeiros três meses, quando ela realmente precisava de ajuda.

    Pensando bem, provavelmente foi a coisa mais difícil que minha parceira já enfrentou, como mãe dona de casa com pouquíssimo apoio meu por causa do trabalho. Não desejo isso para ninguém e, às vezes, me sinto muito culpado por esse período em nossas vidas. É difícil justificar, mesmo que tenha sido meu jeito de nos sustentar.

    — Anônimo, 30 anos, EUA, trabalha em uma organização sem fins lucrativos.

    8. "Licenças mais longas para os pais melhorariam as perspectivas de carreira das mulheres jovens, uma vez que cuidar da criança não seria 'responsabilidade' exclusiva delas."

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    Tirei um ano e quatro meses, tudo pago. Três meses foram pagos pela empresa e o restante foi financiado pelo governo. O pai recebe três semanas de licença remunerada, mais um mês e meio de licença-paternidade adicional remunerada. Meu marido pegou as duas licenças.

    Aqui na Finlândia, há um grande debate sobre o aumento da licença-paternidade (para um sistema parecido com o que existe na Suécia). Acho que seria importante para que eles pudessem criar laços com o filho. Além disso, melhoraria as perspectivas de carreira das jovens mulheres, uma vez que cuidar da criança não seria "responsabilidade" exclusiva delas.

    Voltar ao trabalho quando seu bebê tem menos de um ano é considerado por muitos como uma opção ruim, mas fica mais aceitável quando a criança é mais velha. Minha mãe tinha uma opinião muito forte sobre ficar em casa e não colocar crianças menores de três anos na creche.

    Não sou o tipo de mãe dona de casa. Adoro meu trabalho, adoro o desafio intelectual que tenho nele, adoro conversar com adultos e lidar com problemas de adultos. Amo meus filhos mais do que tudo no mundo, mas ficar com eles 24 horas por dia, o ano inteiro, me deixaria louca!

    Adoro o fato de na Finlândia termos a opção de ficar em casa até a criança ter 3 anos e parabenizo todos os pais que fazem isso. Ser mãe com uma carreira e fazer malabarismos com tudo é difícil de vez em quando, mas eu não desistiria por nada.

    — Maija, 33 anos, Finlândia, trabalha como negociadora em um sindicato.

    9. "Tenho muita sorte de viver em um país onde é normal ter dois anos de licença e de poder compartilhar isso da forma que quisermos."

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    Tirei um ano. Recebi cerca de 80% do meu salário e este valor foi coberto pelo plano de saúde público. Eu gostaria de ter tirado mais tempo, mas meu marido também queria tirar um ano de licença.

    Na Áustria, você pode tirar licença até o bebê ter dois anos, e dividi-la entre o casal. Parte desse tempo não será pago devido ao modelo financeiro que selecionamos. Isso foi aceito pela empresa dele, embora seja muito raro ter tanto tempo de licença. A maioria dos homens aqui tiram 1–2 meses.

    Minha transição para voltar ao trabalho foi muito tranquila. Posso trabalhar 80% da carga horária e tenho horários flexíveis.

    Tenho muita sorte de viver em um país onde é normal ter dois anos de licença e de poder compartilhar isso da forma que quisermos. Isso ajudou na adaptação e caiu como uma luva em nosso estilo parental.

    — Rachael, Áustria, trabalha em recrutamento de RH.

    10. "Gostaria que a licença na Austrália fosse compartilhada entre os pais."

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    Minha esposa é a "mãe principal" e deu à luz. Ela ainda está de licença remunerada. Tirei três semanas, com cinco dias pagos pelo trabalho. Não podíamos nos dar ao luxo de eu ficar mais tempo sem pagamento, e o trabalho também não me daria mais tempo. Me senti pressionada a voltar, principalmente porque eu havia acabado de começar no trabalho. Tive muita sorte de receber a licença que tive.

    Voltar ao trabalho foi difícil. Minha parceira estava sempre desesperada para eu chegar em casa à tarde. Tive muita dificuldade por estar cansada o tempo todo. A maioria das pessoas no meu trabalho são mães e achei as atitudes delas em relação a mim como "segunda mãe" muito depreciativas.

    Gostaria que a licença parental na Austrália fosse mais compartilhada entre os pais. A menos que você seja a mãe biológica, não tem praticamente nenhuma licença remunerada do governo ou do trabalho. Teria me ajudado muito a criar laços com nosso bebê se eu tivesse mais tempo em casa.

    — Shona, 28 anos, Austrália, professora.

    11. "Aqui é normal tirar três anos de licença-maternidade."

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    Aqui é normal tirar três anos de licença-maternidade. Agora, minha filha tem 2 anos e 4 meses.

    No mês seguinte à minha formatura na universidade, comecei minha licença-maternidade oficial na Rússia com 30 semanas de gravidez. Eu não estava trabalhando oficialmente na época (dei algumas aulas de inglês enquanto estudava), então meus benefícios de maternidade do governo foram baseados no salário mínimo — cerca de 7 mil rublos por mês (US$ 130). Recebi 2.800 rublos por mês (US$ 60). Após o primeiro ano e meio, você pode se inscrever para obter outro ciclo de benefícios por mais 18 meses. A quantia é ridícula — 50 rublos por mês, o que é menos de um dólar americano. A maioria das mães não se dá ao trabalho de solicitar.

    As moscovitas também recebem um pagamento único adicional pelo nascimento de um filho, 50 mil rublos (US$ 856). O pagamento único que todos recebem do governo é de cerca de 15 mil (US$ 256). A quantia aumenta se você tiver um segundo filho ou mais.

    Existem "cozinhas leiteiras" em todos os lugares [que fornecem leite e comida gratuita para os bebês]. Isso realmente ajuda a economizar no orçamento familiar, mas nem todas as crianças gostam de papinha de bebê, algumas têm alergias, e os pais podem preferir marcas diferentes, então as mães doam os produtos fechados para pessoas que conhecem ou as vendem on-line pela metade do preço de mercado.

    Em geral, a licença-maternidade na Rússia é difícil, mas possível. Também foi difícil para nós porque meu marido e eu não tínhamos nossas mamães disponíveis para cuidar do bebê, nem uma babá (não fazia sentido trabalhar ganhando um salário de babá e depois dar tudo a ela). Nossos pais ainda nos ajudam financeiramente, e meu marido pegou uns trabalhos extras como freelancer, nos quais o ajudo de vez em quando.

    Não estamos planejando um segundo filho por enquanto. Quero arrumar um emprego e depois fazer nossos planos.

    — Olga, 25 anos, Rússia.

    12. "Ter uma licença me permitiu procurar ajuda profissional para a depressão pós-parto, sem o medo e a pressão de voltar ao trabalho."

    Jenny Chang / Via buzzfeed.com

    Minha licença inteira de 10 meses foi remunerada. Tive um ano garantido (10 meses pagos), além de feriados/férias não gozadas.

    No Reino Unido, você recebe a proposta de 10 dias "Keep In Touch" para ajudar com a transição da volta ao trabalho — pagos e adicionais à licença. Foi uma ajuda enorme na volta ao trabalho antes de começar em período integral. Meu marido tem a sorte de trabalhar em casa, então ele estava por perto para emergências em algumas ocasiões.

    Comparada à minha amiga que deu à luz nos EUA cerca de um mês antes de mim, e que tirou apenas seis semanas de licença não remunerada, sou muito grata por viver no Reino Unido. Sofri de depressão pós-parto, agravada por uma cesariana de emergência. Ter uma licença me permitiu procurar ajuda profissional, sem o medo e a pressão de voltar ao trabalho

    Antes de voltar, fui autorizada a solicitar um horário especial que beneficiaria minha família. Claro, esse horário teve que ser aprovado pelo empregador. Se a empresa optasse por não aprová-lo, teria que provar que o pedido prejudicaria os negócios. Pude trabalhar em período integral, mas com um horário que me permitia estar em casa à noite para alimentar minha filha e colocá-la para dormir. É muito bom.

    — Sarah, 35 anos, Escócia, trabalha em hotelaria.

    13. "Senti um pouco de pressão interna para voltar, embora ache que não foi completamente infundada. Trabalho em uma área dominada pelos homens."

    Valerie Cote / Via instagram.com

    Tirei 10 semanas: uma semana de licença-maternidade remunerada, sete semanas de incapacidade de curto prazo, uma semana de férias e duas semanas sem pagamento.

    Tirei o tempo de licença que achava que queria. Na verdade, há uma razão pela qual todo mundo na Malásia diz que as americanas são loucas de deixar seus bebês tão cedo. Se eu fizesse isso de novo, tiraria 5 ou 6 meses de folga.

    Senti um pouco de pressão interna para voltar, embora ache que não foi completamente infundada. Trabalho em uma área dominada pelos homens. Além disso, as pessoas na minha terra natal muitas vezes se mostravam surpresas por eu estar fora "por tanto tempo".

    Meu marido tirou a primeira semana de folga. Eu não teria sobrevivido sem ele. Minha mãe veio nos visitar por duas semanas e minha sogra por uma semana.

    A transição da volta não foi tão ruim, já que moro a apenas sete minutos de caminhada do trabalho. Minha bebê fica em casa com uma babá. Vou almoçar em casa todos os dias, então nunca fico longe dela por mais de três ou quatro horas. Não consigo imaginar ter que deixá-la em uma creche, principalmente em uma que não seja perto do meu trabalho.

    — Cayleigh, 30 anos, nascida nos EUA, vive na Malásia, engenheira.

    14. "Fui discriminada pela maternidade, não de forma aberta ou mal-intencionada, mas por meio de um desprestígio lento e da falta de oportunidades."

    Jenny Chang / Via buzzfeed.com

    Tirei um ano: pagamento de maternidade estatutário nas primeiras 39 semanas, sem pagamento por 13 semanas. Não acho que o que tive foi injusto, mas se eu tivesse liberdade de escolha, passaria mais tempo com meu filho. Meu marido tirou apenas as duas semanas mínimas de licença-paternidade, mais uma semana de férias.

    Voltar ao trabalho foi difícil para mim. Trabalho para uma empresa em rápida expansão e havia pessoas que trabalhavam lá há muito menos tempo do que eu e agiam como se eu fosse nova e não conhecesse meu próprio trabalho.

    Isso aconteceu lentamente durante os primeiros meses em que fui discriminada pela maternidade, não de forma aberta ou mal-intencionada, mas por meio de um desprestígio lento e da falta de oportunidades por estar fora e esquecida. Senti como se tivesse que provar que ainda podia fazer meu trabalho com minha nova vida em casa.

    Acho que as empresas precisam aceitar as novas motivações de uma mãe voltando ao trabalho, como a de dar um ótimo exemplo para seus filhos e sustentá-los, as habilidades aprimoradas de gerenciamento de tempo e a compreensão mais profunda das necessidades humanas, em vez de ver essas mudanças como um problema.

    — Lisa, 30 anos, Escócia, trabalha em vendas de mídia.

    15. "Eu me preocupei com a volta ao trabalho todos os dias da minha licença."

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    Esperei 12 anos para me tornar mãe (seis ciclos de fertilização in vitro). Tirei 12 meses de licença, com 16 semanas pagas pelo governo federal. Eu não queria voltar ao trabalho, mas moro em Sydney e preciso pagar esses 12 anos de tratamento de FIV.

    Meu chefe solicitou uma reunião para discutir meu retorno quatro meses após o parto. E o resultado dessa reunião foi que entrei em pânico pelo resto da licença achando que eles iriam preferir minha substituta. Eu me preocupei com a volta ao trabalho todos os dias da minha licença. Isso afetou muito o tempo que passei curtindo meu filho.

    Voltar foi difícil, pois eu ainda estava amamentando, mas não podia tirar leite no escritório. Como resultado, desmamei meu bebê.

    O pessoal do trabalho me apoiou muito. Mas eu não conseguia deixar de pensar que minha substituta era melhor. Isso ficou claro nas reuniões para as quais fui chamada enquanto estive fora. Se eu tiver a chance de fazer tudo de novo, farei o possível para aproveitar o tempo e não me preocupar com o trabalho. Falar é fácil, difícil é fazer.

    — Anônima, 39 anos, Austrália, trabalha em um escritório.

    As respostas foram editadas por questões de espaço e clareza. Partes da resposta de Olga foram traduzidas do russo.

    Veja também:

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    Este post foi traduzido do inglês.

    Susie Armitage is the Global Managing Editor and is based in New York.

    Contact Susie Armitage at susie.armitage@buzzfeed.com.

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