Posted on 27 de mar de 2018

    As reações dos brancos à postagem deste gari mostram quem realmente faz "mimimi"

    Quem reclama à toa? Quem fala da realidade ou quem não quer abrir os olhos para os seus privilégios?

    Na semana passada, o Jr Jota publicou em seu Facebook a foto de uma turma de medicina e de um grupo de garis. O objetivo da publicação era mostrar o racismo no Brasil. Afinal, se vê apenas brancos em uma e negros em outra.

    Reprodução / Facebook

    Porém, muita gente não entendeu o que ele quis dizer e falou que era tudo "mimimi". Então o Jr Jota apagou a publicação e gravou um vídeo, que é uma verdadeira aula de história, para explicar um pouco melhor por que fez a comparação.

    Ele começa o vídeo explicando que a diferença entre as fotos começou no período da escravidão no Brasil.

    Reprodução / Facebook / BuzzFeed Brasil

    Quando os negros foram libertos da escravidão, não foi dado a eles emprego porque preferiam contratar mão de obra europeia. Sem dinheiro e oportunidades iguais a dos brancos, a população negra ocupou as periferias das cidades, formando assim as favelas.

    Reprodução / Facebook / BuzzFeed Brasil

    E então ele questiona:

    Reprodução / Facebook / BuzzFeed Brasil

    E volta para as fotos do grupo de médicos e garis para explicar por que aquilo é racismo.

    Reprodução / Facebook / BuzzFeed Brasil

    Ele também explica por que os negros têm muito a reclamar.

    Reprodução / Facebook / BuzzFeed Brasil

    E como o passado interfere no presente.

    Reprodução / Facebook / BuzzFeed Brasil

    E então ele explica por que quem realmente faz "mimimi" são as pessoas brancas.

    Reprodução / Facebook / BuzzFeed Brasil

    E fala mais uma vez sobre a desigualdade de oportunidades no Brasil.

    Reprodução / Facebook / BuzzFeed Brasil

    Você pode ver o vídeo completo aqui:

    Facebook: video.php

    O Jr Jota é uma entre as 210 mil pessoas responsáveis pelo asseio e conservação do Rio de Janeiro. Segundo uma pesquisa feita pelo Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Rio de Janeiro (Seac-RJ), desses 210 mil, 62% são negros.

    Segundo este estudo feito pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), a pedido do UOL, em 2010, apenas 2,66% das pessoas que se formaram em medicina eram pardos ou pretos.

    Veja também:

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