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Um militante dos "direitos dos homens" suspeito de matar o filho de uma juíza foi encontrado morto

O advogado, que escrevia violentos textos sexistas e racistas na internet, foi encontrado morto em um carro com uma foto de outra juíza e um papel com o nome dela.

The home of Judge Esther Salas in New Jersey is seen with police tape around it and large trees that surround the property.

O advogado ativista dos "direitos dos homens" suspeito de atirar fatalmente no filho de uma juíza federal no domingo, em Nova Jersey (EUA), foi encontrado morto em um carro com uma foto de outra juíza e um pedaço de papel com o nome dela digitado, levando as autoridades a investigarem outros alvos em potencial.

Na segunda-feira, o FBI citou o advogado Roy Den Hollander como suspeito dos disparos em North Brunswick, Nova Jersey, que mataram Daniel Anderl, de 20 anos, e feriram Mark Anderl, marido da juíza federal Esther Salas.

Posteriormente, Den Hollander foi encontrado morto em seu carro no norte do estado de Nova York em um aparente suicídio.

Den Hollander escrevia violentos textos sexistas e racistas na internet, inclusive sobre Salas, a primeira mulher latina a atuar como juíza federal em Nova Jersey. Ele aparentemente guardava rancor de Salas, com quem teve contato por meio de um caso no qual ele fez pressão para acabar com o recrutamento militar só para homens e o qual ela presidiu e decidiu em favor de seu cliente no ano passado.

De acordo com seus textos virtuais, Den Hollander tinha câncer terminal, e um agente da polícia contou ao New York Times que estão investigando se ele queria "eliminar" seus inimigos antes de morrer.

Judge DiFiore wears glasses and gestures with her hands as she speaks into a microphone from the bench in 2016.

A juíza chefe do estado de Nova York, Janet M. DiFiori, também pode ter sido alvo de Den Hollander.

O FBI entrou em contato com seu gabinete na segunda-feira para lhe informar que sua foto e seu nome haviam sido encontrados no carro dele, mas não estava claro se ele tinha planos de feri-la, informou inicialmente o New York Times.

Um porta-voz de DiFiori confirmou ao BuzzFeed News o contato do FBI, acrescentando que o nome dela foi encontrado digitado em um pedaço de papel.

"Fomos informados pelo FBI de que o nome e a foto da juíza chefe foram recuperados nos objetos pessoais do suspeito", disse o porta-voz Lucian Chalfen.

Den Hollander também pode ser suspeito da morte de Marc Angelucci, em 11 de julho, no Condado de San Bernardino, Califórnia, outro advogado dos direitos dos homens que ele talvez visse como rival de profissão. Jornais que o mencionavam foram encontrados no carro no qual Den Hollander se matou, agentes da polícia contaram ao Daily Beast.

"Estamos trabalhando com o FBI e compartilhando informações sobre o assassinato de Marc Angelucci; no entanto, nada foi determinado até o momento", disse Jodi Miller, relações públicas do Departamento do Delegado do Condado de San Bernardino, em um e-mail.

Este post foi traduzido do inglês.

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