15 asiáticos brasileiros contam o momento em que descobriram que não eram brancos

    "Perambulei bastante até me conformar em não pertencer a lugar nenhum."

    Quando se é asiático ou descendente de asiáticos no Brasil talvez não seja tão óbvio se reconhecer como não-branco. Muitos de nós "passamos" por brancos e gozamos da maioria dos privilégios.

    A experiência com racismo é incomparável a do racismo negro, mas ela existe e também mexe com a identidade, autoimagem e autoestima de asiáticos e descendentes.

    Dentro deste contexto, perguntei a asiáticos brasileiros e descendentes quando eles descobriram que não eram brancos e essas foram as respostas e experiências que eles relataram.

    1. "Ela perguntou como eu me sentia quando as pessoas eram racistas comigo. Eu fiquei quieta e ela falou: 'amiga, você sabe que você não é branca, né?!"

    2. "Eu tinha 10 anos e um cara na padaria fez piadinha de tamanho de pênis comigo."

    3. "'Então seu pai é japonês e sua mãe é normal?"

    4. "Eu tentei relevar as piadas sobre minha origem e brincar junto, mas no meio comecei a chorar e não conseguia parar."

    5. "Quando eu encontrei essa imagem ao pesquisar sobre segunda guerra."

    oberlinlibstaff.com

    ("Continuem andando, japoneses, essa aqui é uma vizinhança de homens brancos").

    "Quando vi essa imagem na internet pesquisando sobre a segunda guerra" - Gabriel Yuzo

    6. "Eu entendi só de olhar para minha mãe, que é loira de olhos claros. Eu me comparava o tempo todo às crianças loiras."

    7. "'Pastel de flango', 'e aí Sabrina Sato', 'e aí xing ling', Eu ouvia tudo e sentia muita raiva, mas não entendia aquilo como racismo."

    8. "Eu tinha medo que outras crianças falassem que a minha comida era nojenta."

    9. "Dei meu depoimento sobre racismo e ninguém deu a mínima. Eles simplesmente não se importaram com o fato de eu sentir alguma coisa."

    10. Eu ficava me questionando: 'Eu não tenho uma nacionalidade? Sou um forasteiro em todos os lugares?'"

    11. "Perambulei bastante até me conformar em não pertencer a lugar nenhum."

    12. "Eu não era reconhecida como brasileira, ao contrário dos meus colegas brancos de descendência italiana, portuguesa etc."

    13. "Uma amiga exaltava minhas características étnicas consideradas 'desejáveis', mas logo justificava o fato do garoto que eu gostava não me corresponder pelo fato de eu ser 'japonesa demais'."

    14. "Faziam questão de mostrar como eu era diferente das outras crianças. Eu não era branco. Mas eles faziam questão de me fazer sentir que eu não era brasileiro também."

    15. "Considerava o racismo apenas um tipo de 'piada' que me incomodava mas que eu tinha que aprender a rir junto pra não ficar como a pessoa desagradável."

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