Posted on 16 de abr de 2018

    A modelo plus size mais famosa do Brasil precisou desenhar seu vestido para um baile de gala

    Fluvia Lacerda explicou no Instagram que nenhum estilista do país quis fazer um vestido para ela.

    No último final de semana, aconteceu a 8ª edição do baile da amfAR em São Paulo, uma festa onde o valor dos convites e dos itens leiloados beneficiam pesquisas e combate a AIDS.

    Clint Spalding / amfAR / Divulgação / Via amfar.org

    A edição brasileira contou com as presenças de vários famosos nacionais e internacionais como Adrien Brody, Seu Jorge, Claudia Raia, Aline Moraes, Flavia Alessandra e a cantora IZA. Os homenageados da noite por suas iniciativas relacionadas a doença foram Sabrina Sato e Neymar.

    Um evento prestigioso como este acaba gerando muita exposição e é comum que marcas cedam roupas para celebridades em troca de divulgação.

    As galerias dos sites ficam mais ou menos assim: "Fulana, de marca da roupa x".

    Estiveram na festa modelos brasileiras como Isabelli Fontana, Fernanda Motta e também a mais famosa modelo plus size brasileira, Fluvia Lacerda.

    facebook.com

    Geralmente creditam a Fluvia como "a Gisele Bündchen da moda plus size", mas com mais de década de carreira, dá para dizer que ela é simplesmente a Fluvia Lacerda mesmo.

    Ela começou sua carreira de modelo nos Estados Unidos após ser descoberta em um ônibus por uma jornalista de moda, foi votada a modelo plus size do ano em 2011, foi a primeira plus size a posar nua para a Playboy, escreveu o livro "Gorda não é palavrão" e hoje é colunista da Revista Glamour.

    Não deveria ser difícil para uma pessoa como a Fluvia arrumar um vestido de alta costura para ir ao amfAR, mas nenhum estilista aceitou vestir a modelo, que PRECISOU CRIAR UM VESTIDO ela mesma para ir ao baile.

    Com marcas pregando inclusão e usando a imagem da própria Fluvia – que estreou nas passarelas do SPFW APENAS no ano passado, pode até parecer que as coisas andavam mais fáceis para mulheres plus size. Mas não é por aí.

    Historicamente, a moda tem muito a ver com criar desejo com produtos e um padrão de beleza que não é para todos. Mas quando as pessoas mais legais ainda estão de fora da festa, será que não é hora de mudar o promoter - ou pelo menos a referência do que é aspiracional?

    Enquanto os estilistas e o mercado brasileiro não acordam para estas questões, a Fluvia segue muito bem, obrigada.

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