Updated on 19 de dez de 2019. Posted on 13 de dez de 2017

    67 curiosidades sobre serial killers brasileiros

    Praticamente um Brazilian Crime Story.

    Preto Amaral.

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    1. Preto Amaral é considerado o primeiro serial killer brasileiro e começou a agir em São Paulo no final dos anos 20.

    2. Era muito inteligente, tocava instrumentos musicais de ouvido e tinha excelente memória.

    3. Necrófilo, ele matava e violava o cadáver de suas vítimas. Em sua confissão, ele contava este detalhe como se atenuasse a gravidade de seus crimes.

    4. No exame clínico, descobriu-se que ele tinha um pênis descomunal e atribuía isso a uma simpatia que fez quando era mais jovem.

    5. Ele foi pego depois que uma de suas vítimas, um engraxate de 9 anos de idade chamado Roque Piccili, conseguiu fugir antes de ser morto e o denunciou à polícia.

    6. Ele foi preso, acusado de três homicídios, mas acabou morrendo de tuberculose antes do julgamento.

    7. Há um busto dele ao lado de notórios bandidos no Museu do Crime da Polícia Civil em São Paulo.

    Febrônio Índio, o filho da luz.

    anticast.com.br

    8. Febrônio Índio do Brasil é um serial killer famoso por matar, estuprar garotos e tatuar suas vitimas com inscrições da religião que ele mesmo criou no Rio de Janeiro, nos anos 20.

    9. Não se sabe como, mas ele roubou o diploma e a identidade de um dentista, se passando por ele um tempo e inclusive exercendo a profissão. Depois ele decidiu se autodeclarar médico, até ser acusado pela morte de duas crianças.

    10. Depois de ter uma visão, ele começou a acreditar ser uma espécie de messias e tatuou em si mesmo a inscrição "Filho da Luz", apelido pelo qual ele acabou conhecido nas páginas dos jornais da época.

    11. Ele colecionou idas e vindas a prisões e manicômios por vários delitos. Certa vez foi flagrado, pintado de amarelo, dançando pelado em frente a um garoto amarrado em uma árvore.

    12. Na mesma época, uma testemunha teria visto Febrônio cozinhando a cabeça de um cadáver.

    13. Normalmente ele abordava crianças acompanhadas dos pais e os convencia deixarem os filhos irem com ele com a promessa de emprego e dinheiro.

    14. Após conseguir o consentimento dos pais, ele levava os filhos para longe, os violentava, matava asfixiados e tatuava neles uma das tatuagens que ele mesmo tinha no peito: DCVXVI – que significava, segundo ele – " “Deus, Caridade, Virtude, Santidade, Vida e Ímã da Vida".

    15. Durante uma de suas prisões, ele escreveu seu próprio evangelho: "As Revelações do Príncipe do Fogo". As cópias que ele mesmo produziu foram queimadas pela polícia, mas as poucas e raras edições do livro restantes tinham admiradores famosos.

    16. O historiador Sérgio Buarque de Hollanda comprou a sua das mãos do próprio Febrônio entre alguma de suas prisões e uma última cópia do livro foi encontrada na coleção do escritor Mário de Andrade.

    17. Febrônio morreu em 1984, aos 89 anos, completamente senil, interno número 001 do Manicômio Judiciário. Ele ficou 57 anos preso

    O Monstro de Guaianases.

    faceobscura.blogspot.com.br

    18. Benedito Moreira de Carvalho, o monstro de Guaianazes, ficou conhecido por estuprar e matar mulheres e crianças estrangulados com uma cordinha de cordel em São Paulo nos anos 50.

    19. Suspeita-se que ele tenha começado a apresentar desvios de comportamento após sofrer violência doméstica de seu pai.

    20. Ele tinha um apetite sexual incontrolável e a uma deformidade no pênis, causada por doenças venéreas.

    21. Benedito anotava todos os seus crimes em um caderninho pois caso fosse preso não queria ser acusado de crime que não tivesse cometido.

    22. Ele tinha predileção por meninas japonesas e fazia questão de anotar isso em seu caderninho quando a vítima era desta etnia.

    23. Benedito cometeu dez estupros seguidos de homicídio, nove estupros, um atentado violento ao pudor, um atentado ao pudor, seis tentativas de estupro, uma tentativa de estupro e um homicídio.

    24. Nos anos 50, Benedito teve sua prisão preventiva decretada, mas dado a imputabilidade por doença mental, foi mandado para o Manicômio Judiciário de São Paulo, onde ficou por 20 anos até morrer de infarto aos 68 anos.

    O Bandido da Luz Vermelha.

    Rede Globo / Reprodução

    25. João Acácio Pereira da Rocha, o bandido da Luz Vermelha, ficou famoso nos anos 60 por assaltar mansões em São Paulo, assustando suas vítimas com uma lanterna de luz vermelha.

    26. Ele era considerado excêntrico, se vestia como Roberto Carlos e os Beatles e gastava todo o dinheiro que conseguia nos assaltos com mulheres e bebida.

    27. Atribuem a ele 77 assaltos, quatro mortes e há a suspeita de que ele tenha cometido cerca de 100 estupros.

    28. Ele foi condenado a mais de 351 anos de prisão, mas saiu da prisão em 1997, se aproveitando da lei que impede que alguém fique mais de 30 anos preso.

    29. Ele já tinha aparecido nos jornais antes de se firmar como Bandido da Luz Vermelha com apelidos diferentes como "O Homem Macaco" – por usar um macaco hidráulico para alargar os portões e grades das casas – e "O Mascarado".

    30. Ele morreu com um tiro na cabeça apenas quatro meses depois de ser libertado, em uma briga de bar em Joinville, Santa Catarina.

    Chico Picadinho.

    grupocienciascriminais.blogspot.com.br

    31. Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho, foi responsável por dois dos assassinatos que mais chocaram o Brasil nos anos 60 e 70.

    32. Sua primeira vítima foi a bailarina austríaca Margareth Suida. Ele a levou para um apartamento que dividia com um amigo e a matou asfixiada. Depois esquartejou seu corpo.

    33. Sem saber o que fazer com as partes retalhadas, ele acabou confessando o crime ao seu colega de apartamento, que o denunciou à polícia.

    34. Na prisão, Francisco fez o primeiro e segundo grau supletivo, ganhou cargo de confiança na prisão e lia muito autores como Dostóievski e Kafka.

    35. Ele acabou solto após cumprir oito anos por bom comportamento e viveu pouco mais de um ano uma vida dentro da normalidade, casado, com um bebê recém-nascido e trabalhando como vendedor da Editora Abril.

    36. Com o dinheiro entrando, ele não demorou a cair novamente na boemia e, já separado da mulher, sem ter onde morar, acabou recorrendo ao antigo amigo – o mesmo que o delatara – que permitiu que ele vivesse temporariamente em seu apartamento.

    37. Dez anos depois, no mesmo local e praticamente repetindo o mesmo ritual de seu primeiro crime, ele matou e retalhou a prostituta Ângela de Souza da Silva. Mas desta vez decidiu por guardar os restos mortais de sua vítima dentro de uma mala.

    38. Devido à lei que não permite que uma pessoa fique presa por mais de 30 anos, Chico Picadinho cumpriria o restante de sua pena em liberdade a partir de julho deste ano, mas uma juíza revogou a concessão em decisão considerada polêmica.

    O Maníaco do Trianon.

    noticias.r7.com

    39. Fortunato Botton Neto foi um garoto de programa e serial killer que atraia clientes nas proximidades do Parque Trianon, em São Paulo nos anos 80.

    40. Sua marca registrada era deixar os clientes bem bêbados, amarrar seus pés e braços e atingir tórax e abdômen a facadas, golpes de chave de fenda ou mesmo pisoteá-los de maneira tão agressiva que chegava a estripá-los.

    41. Acredita-se que o Maníaco do Trianon tenha assassinado 13 pessoas, mas foi condenado por apenas três dos sete crimes que confessou.

    42. Existe a hipótese que seus crimes tivessem motivação homofóbica e ele teria dito em interrogatório que: “se saísse, continuaria matando homossexuais, pois são uma raça que não merece viver”.

    43. Outra frase que é atribuída a ele é: “Matar é como tomar sorvete: quando acaba o primeiro, dá vontade de tomar mais, e a coisa não para nunca”.

    44. Fortunato morreu na prisão em 1997, devido a uma pneumonia, uma complicação comum da AIDS, doença que ele tinha há muito tempo.

    O Vampiro de Niterói.

    Veja / Reprodução

    45. Marcelo da Costa Andrade, conhecido como o Vampiro de Niterói, violentou e matou 13 garotos nos anos 90, na cidade de Itaboraí, próxima a Niterói, Rio de Janeiro.

    46. Ele atraía crianças para locais afastados prometendo a eles dinheiro ou comida.

    47. Marcelo estuprava, deixava as crianças passarem a noite e, ao amanhecer, matava as vítimas asfixiadas e bebia o sangue na esperança de se "purificar" e manter-se jovem.

    48. Em notícia recente, depois de 24 anos cumprindo pena em hospital psiquiátrico, ele quer cumprir o restante de sua sua pena em liberdade.

    O Maníaco do Parque.

    pedemacarrao.wordpress.com

    49. Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, foi acusado de estuprar e matar pelo menos seis mulheres no final dos anos 90.

    50. Diferente do que muitos imaginavam, ele não coptava suas vítimas dentro do parque. Ele se apresentava como caça-talentos e convencia meninas em pontos de ônibus a subirem na moto e irem com ele fazer ensaios na natureza.

    51. Em depoimentos, ele afirmava ter vontade de literalmente comer suas vítimas. As marcas de sua arcada dentária foram fundamentais para atribuir a ele os assassinatos de algumas das vítimas.

    52. No mês posterior a sua prisão, ele recebeu mais de mil cartas de mulheres apaixonadas por ele, Alguns trechos delas estão reunidos no livro “Loucas de Amor – mulheres que amam serial killers e criminosos sexuais".

    51. Ainda na prisão, ele se casou com Marisa Mendes Levy, uma senhora de 60 anos, pós-graduada em história. Mas, tempos depois, ela avaliou que o marido andava muito estranho e agressivo e pediu a separação.

    52. Ele chegou a ser dado como morto por engano em uma rebelião em Taubaté nos anos 2000.

    53. Condenado a um total de quase 270 anos de prisão, Assis Pereira cumpre pena em Itaí, SP, numa penitenciária para criminosos sexuais.

    Pedrinho Matador.

    Rede TV / Reprodução

    54. Pedrinho Matador é considerado o maior serial killer do Brasil. Acredita-se que ele tenha matado mais de 100 pessoas.

    55. Com apenas treze anos, durante uma briga, ele jogou o primo em um moedor de cana, em uma amostra do quão violento ele se tornaria. O primo sobreviveu.

    56. Na escola, seu pai foi acusado injustamente de roubar merendas, isso o levou a matar o vice-prefeito da cidade de Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais, e um vigia da escola que seria o verdadeiro autor dos roubos.

    57. Então, Pedro fugiu para Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, e começou a namorar uma viúva do tráfico. Ele pegou o ponto pra si e matou três traficantes rivais para firmar sua posição.

    58. Pouco tempo depois, a viúva morreu executada pela polícia e ele se casou novamente com uma garota, que ficou grávida dele. Ela acabou morta antes da criança nascer por criminosos de facções rivais. Para se vingar, invadiu um casamento da gangue rival, matou sete e feriu pelo menos dezesseis.

    59. Em 1973, com apenas 18 anos, foi preso e condenado a 128 anos de prisão. Mas foi dentro da cadeia que ele passou a matar para valer. Acredita-se que ele tenha matado 48 pessoas, incluindo o próprio pai.

    60. O assassinato do pai, que cumpria pena no mesmo presídio, aconteceu quando ele descobriu que este matara a sua mãe com 21 golpes de facão. Ele teria esfaqueado o pai, arrancado um pedaço de seu coração, mastigado e o cuspido.

    61. Pedrinho diz só ter matado quem merecia, mas já afirmou ter eliminado um detento porque "não ia com a cara dele" e um colega de cela por roncar demais.

    62. Apesar do currículo, em 2007 ele foi solto após cumprir 30 anos de prisão. Mas acabou voltando em 2011 por sua participação em motins. Ele pode sair novamente em 2019.

    O Maníaco de Goiás.

    g1.globo.com

    63. Thiago Henrique Gomes da Rocha, o Maníaco de Goiás, é acusado de matar 37 pessoas, entre mulheres, homossexuais, moradores de rua e travestis entre 2011 e 2014.

    64. Em geral, atirava na vítima escolhida de forma aleatória em cima de uma moto a distância, sem levar nada, fugindo em seguida. Mas algumas vítimas foram estranguladas ou mortas a facadas.

    65. Dois dias depois de ser preso, tentou se matar, cortando os pulsos com o vidro de uma lâmpada quebrada.

    66. Em 2014, época em que o caso estava em destaque na mídia, as advogadas de defesa chegavam a receber e-mails e mensagens no celular de dezenas de mulheres perguntando como poderiam fazer para conhecer o suspeito e/ou fazer doações.

    67. Até agora suas penas somadas chegam a 656 anos de prisão.

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