12 empregos bizarros da história da Inglaterra

    "Segundas, certo?" — uma pessoa cujo trabalho é remover fezes humanas com a pá.

    1. Caçador de Ratos:

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    O trabalho do caçador de ratos era exatamente o que parece — caçar os ratos que aterrorizavam Londres na época Vitoriana, que aparentemente eram maiores, mais assustadores e mais violentos que seus descendentes modernos.

    Um dos famosos caçadores de ratos da era Vitoriana foi o descrito pelo jornalista Henry Mayhew em seu livro "London Labour and the London Poor". Seu nome era Jack Black, e ele é visto aqui com seu fiel cão terrier assassino de ratos.

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    Black reconhecidamente divertia as multidões enfiando um montão de ratos selvagens por baixo de sua camisa e deixando que eles subissem e descessem pelos seus braços. Porque as garotas curtem um homem que enfia ratos pela frente.

    Alguns caçadores de ratos, como essa garotinha, também usavam doninhas para caçar ratos. O que lhe faltava em oportunidades de educação, ela compensava com jaulas de ratos sanguinários.

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    Esse caçador de ratos funcionário do governo, de 1920, Thomas Wellman, não precisava de doninhas ou cães terrier para ajudá-lo, ele simplesmente golpeava os ratos com uma vara.

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    Maravilhoso.

    2. Devorador de pecados:

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    Um devorador de pecados era uma pessoa paga para beber cerveja e vinho e/ou comer uma grande quantidade de pão sobre um cadáver. A ideia era meio que absorver todos os pecados dos quais uma pessoa não tinha tido a chance de confessar antes de cair morta repentinamente. O que não parece o pior trabalho do mundo, especialmente se você já teve que trabalhar em um call center.

    Os devoradores de pecados eram um negócio apenas da região da fronteira inglesa e galesa e do norte do País de Gales, e o último devorador de pecados profissional morreu em 1906. Infelizmente, isso significa que não havia ninguém por perto para comer os pecados DELE.

    "Vamos abrir uma cervejinha em respeito ao nosso camarada, Nathaniel. É o que ele iria querer."

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    RIP Nathaniel e seus deliciosos pecados alcoólicos.

    3. Ressurreicionista:

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    Por que se preocupar com os pecados de uma pessoa morta se você pode simplesmente desenterrá-los e roubar seus corpos frios e em decomposição? Esse era o trabalho dos chamados ressurreicionistas, como o retratado acima, por volta de 1840.

    Os ressurreicionistas roubavam os corpos e os vendiam para os anatomistas, que queriam abri-los e dar uma olhada por dentro, em nome da ciência.

    "Ah? Onde consegui este corpo? O caminhão de cadáveres tombou."

    Dois ressurrecionistas famosos da ficção são os personagens de Dickens, de "História em Duas Cidades": Jerry Cruncher e seu filho Young Jerry Cruncher. Um ótimo nome para um filho.

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    "Ele parece comigo, mas jovem" — Jerry Cruncher olhando para seu filho recém-nascido

    E aqui está uma ilustração de alguns ressurreicionistas de 1887, que ao mesmo tempo, pareciam estar devorando um pouco dos pecados.

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    "É o que ele iria querer."

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    4. "Mudlark":

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    Os "mudlarks" eram pessoas que, nos séculos 18 e 19, ganhavam a vida revirando a lama do Tâmisa à procura de tesouros, como carvão e pedaços de metal. Infelizmente, sendo esse o caso, houve um monte de outros tipos de tesouros para vasculhar: fezes humanas. (A história é cheia de merdas.)

    Revirar a lama é uma coisa que as pessoas ainda fazem. Aqui está uma página do Facebook sobre isso. Veja quantos dos seus amigos estão revirando lama secretamente. Acontece que tenho dois amigos assim. (Olá Nicki e Patrick!)

    De qualquer modo, aqui está um desenho de alguns atraentes "mudlarks" dos anos 1870.

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    Ei, esse não é o seu novo namorado?

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    5. Caçador de esgoto, mais conhecido como "tosher":

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    Por que percorrer a lama procurando por riquezas na merda quando você pode procurar na própria fonte da merda: os esgotos?

    Esse era o trabalho do "tosher", que não é apenas como o Sean Connery diz "tosser", mas também o nome de um catador do esgoto como o ilustrado acima. Parece que ele está garimpando ouro, mas basicamente está pegando merda. (A menos que você desse sorte e algum membro das classes mais altas acidentalmente engolisse e digerisse alguma bela joia.)

    A prática foi escrita por nosso amigo Henry Mayhew, que descreveu o trabalho do tosher em termos muito assustadores:

    "Muitas histórias impressionantes ainda são contadas entre o povo, de homens se perdendo nos esgotos, e tendo que vaguear no meio de passagens imundas... até que, fracos e vencidos, caíam e morriam no local: outras histórias são contadas de caçadores de esgoto cercados por quantidades enormes de ratos e matando milhares deles na sua luta pela vida, até que finalmente os bandos de seres selvagens os dominavam, e em poucos dias depois, seus esqueletos eram descobertos comidos até os ossos."

    Por favor, junte-se a mim em dizer: Jesus Cristo!

    6. Bode expiatório (Garoto chorão):

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    Ok, como você pode perceber pelo nome, esse é um TRABALHO ESPECIALMENTE HORRÍVEL. Um bode expiatório era basicamente um garotinho criado e educado como um jovem príncipe. Se o jovem principelho alguma vez se comportasse mal, você não poderia realmente puni-lo, porque, não sei, é assim que funciona a monarquia, Deus ficaria puto.

    Mas você ainda tinha que fazê-lo saber que ele tinha feito algo errado. Assim, você simplesmente CHICOTEAVA SEU POBRE AMIGO, EM VEZ DISSO. Pois assim, ele se sentiria mal por seu amigo (em teoria), mas você não estaria realmente chicoteando a realeza, assim Deus não ficaria bravo.

    O bode expiatório, porque era muito próximo do futuro rei, provavelmente se tornaria um duque ou coisa parecida, mais tarde na vida. Então. Que legal. Vamos de terapia.

    7. Espalhador de excremento

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    "O que é excremento?", você pode estar se perguntando. "É alguma coisa legal? Isso cresce em uma fazenda sob a luz do sol?

    Não! É cocô. E um espalhador de excremento é outro serviço de merda, me desculpe.

    Mais tarde conhecidos como "homens do esterco humano" ou apenas "homens do esterco", essas pobres almas estavam encarregadas de esvaziar as fossas na calada da noite, nos séculos anteriores à maravilha da canalização moderna.

    Por outro lado, eles poderiam levar o cocô que haviam recolhido para o campo e vender como fertilizante para os agricultores.

    "Acabou de sair com nosso cocô para o mercado!"

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    Infelizmente, em 1326, segundo o livro "Um milhão de anos em um dia", de Greg Jenner, um espalhador de excremento conhecido como "Richard the Raker" caiu em sua própria fossa enquanto fazia uma contribuição para ela e se afogou em seu próprio cocô.

    8. Criado do banquinho

    en.wikipedia.org / Creative Commons

    "Mas e os cocôs CHIQUES?", você pode estar pensando. "Aqueles garotos malvestidos de antes com certeza não poderiam se aproximar do cocô de um rei!" Correto! Os cocôs chiques eram tratados por pessoas do cocô chique, como Henry Rich, 1º Conde da Holanda, que estava encarregado do cocô chique de Charles I.

    Henrique VIII intitulou sua pessoa do cocô chique de "O Criado do Banquinho", e suas responsabilidades incluíam inspecionar as fezes e cheirar os peidos do rei, a fim de verificar sinais de doença.

    Na verdade, foi um trabalho de bastante prestígio e bem remunerado. Não é qualquer um que consegue cheirar os peidos do rei. Basta ver quantos criados do banquinho têm sua própria página da Wikipédia atualmente! Isso certamente vale o cheiro de alguns peidos.

    Dê uma olhada nesse banheiro do século 17 e seja grato pelo sistema moderno de encanamento de esgoto.

    en.wikipedia.org / Creative Commons

    Apesar desse assento parecer bem confortável.

    9. O Varredor de Travessias

    The National Archives UK / Creative Commons / Via Flickr: nationalarchives

    Indo agora para um trabalho que era apenas meio relacionado a cocô: o varredor de travessias era alguém como a criança acima, que ia varrendo na frente de pessoas chiques enquanto atravessavam as ruas nojentas do século 19, para que seus sapatos não ficassem muito cheios de merda.

    Essa é uma piada muito boa de 1853 sobre um varredor de travessias:

    en.wikipedia.org / Creative Commons

    É meio difícil de ler, mas diz:

    Senhora. "Não, eu não tenho nada para lhe dar. Você sempre me pede toda vez que atravesso."

    Garoto. "Sim, e toda vez que você atravessa, nunca me dá nada!"

    Na mosca.

    10. O Acordador

    J. Gaiger / Getty Images

    Como as pessoas saberiam quando acordar para seus empregos deprimentes antes da invenção do despertador? Com umas batidas, é assim que se acorda.

    Isso não significa beber, não que o acordador retratado acima, de 1929, não pareça ter tomado umas. Não, um acordador era alguém que usava uma vara longa para bater na sua janela até que você levantasse a bunda da cama.

    As pessoas podiam escrever com um giz na lateral de suas casas em que horas queriam acordar, ou, se você e seus vizinhos trabalhassem em uma fábrica, o acordador contratado pela empresa simplesmente bateria até acordar todos vocês em uma hora horrível, tipo três da manhã.

    Alguns acordadores optavam por um atirador de ervilhas ao invés de uma vara longa, como esta senhora fina, Mary Smith.

    Flickr: recuerdosdepandora / Creative Commons

    Porque nada diz "caia já fora dessa cama seus porcos preguiçosos!" como a batida de uma ervilha na janela.

    Mas, quem batia na janela do acordador?

    bbc.co.uk

    Aqui está outra terrível "piada" Vitoriana para responder essa pergunta:

    Nós tínhamos um acordador e nosso acordador tinha um acordador.
    E o acordador do nosso acordador não acordou nosso acordador.
    Assim, nosso acordador não nos acordou.
    Porque ele não está acordado.

    De acordo com Greg Jenner, os acordadores seriam acordados pelo "acordador do acordador". Então isso explica tudo.

    11. O espantador de cães

    Valery Hache / AFP / Getty Images

    Não confunda com o acordador. O trabalho do espantador de cães era tocar os cachorros para fora das igrejas. O que aparentemente era um grande problema nos tempos elisabetanos.

    A foto acima não tem nada a ver com os espantadores de cães. Eu simplesmente procurei por "cachorro na igreja" e descobri que eles fazem uma missa para animais em uma igreja em Nice, França.

    Olhe para estes cachorrinhos religiosos!!

    Valery Hache / AFP / Getty Images

    Olhe para estas criaturas sendo abençoadas!

    Valery Hache / AFP / Getty Images

    Olhe os porquinhos da índia!

    Valery Hache / AFP / Getty Images

    Abençoados sejam esses porquinhos da índia.

    Enfim. Os espantadores de cães usavam chicotes, ou mesmo estas coisas chamadas de pinças de cachorro, para se livrarem dos desordeiros indisciplinados:

    commons.wikimedia.org / Creative Commons

    Eles também estavam encarregados de calar as crianças bagunceiras e acordar as pessoas batendo em suas cabeças.

    Desculpe, essa é uma imagem muito menos bonitinha que os bichinhos acima. Vá olhar os bichinhos de novo.

    12. O copeiro

    Hulton Archive / Getty Images

    Finalmente, temos o copeiro — um servo cuja função era provar o vinho antes de ser servido ao rei e a outros tipos importantes, cujas vidas são naturalmente mais importantes que as do servo, porque, não sei, Deus disse que sim.

    Por um lado, o copeiro provava alguns vinhos excelentes!

    Hulton Archive / Getty Images

    Mas por outro... ele poderia morrer por envenenamento.

    Hulton Archive / Getty Images

    Esperamos que seu trabalho moderno tenha menos risco de envenenamento do que o trabalho de um copeiro. A menos que, isto é, você seja o copeiro atual de Vladimir Putin. Nesse caso, boa sorte!

    Este post foi traduzido do inglês.

    BuzzFeed Daily

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