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25 coisas que podem te ajudar em momentos de luto

Não há um jeito certo para lidar com isso, mas essas sugestões podem ajudá-lo a encontrar o seu caminho.

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Nós perguntamos aos membros do BuzzFeed Community o que os confortava em momentos de luto. Aqui estão algumas das respostas:

1. Afastar-se de tudo por 15 minutos todos os dias e ficar consigo mesmo em um lugar tranquilo para que tenha espaço para lamentar a perda.

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"Sou terapeuta e trabalho com muitas pessoas em luto. Uma ideia que eu descobri e que funciona para algumas pessoas é definir um tempo todos os dias — vamos dizer, 15 minutos — para ficar sozinho em um lugar calmo. Concentre-se ou pense na pessoa que morreu, permita-se chorar ou se entregar de vez ao sentimento. Isso não significa que todo seu luto deve ocorrer durante esse curto espaço diário; no entanto, isso ajuda a criar um tempo e um lugar sagrado para estar sozinho com sua dor." —maudebasset

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2. Escrever cartas para o seu ente querido.

Flickr User: Adrianclarkmbbs / Via goo.gl

"Meu irmão se suicidou em 2013. A parte mais difícil é eu me permitir sentir a dor. Eu não gosto de ficar vulnerável assim, mas encontrei algumas maneiras para lidar com isso. Uma das coisas que mais me ajudou foi escrever cartas para ele. Eu o mantenho atualizado em tudo que eu posso, tipo, como sua filha está crescendo e como está meu desempenho na faculdade. Pode ser tolo e unilateral, mas eu gosto de acreditar que ele as lê. Quando estou triste, eu me pego fazendo um monte de coisas que ele gostava. Eu ouço todas suas músicas preferidas e assisto a seus filmes favoritos." —Jessica Turner, Facebook

3. Fazer maratonas televisivas.

"Eu fiz muitas maratonas na Netflix quando perdi minha mãe em 2013. Foi muito bom me perder nas histórias de outras pessoas e me manter afastado do sofrimento por um tempo." —Ashley Robinson, Facebook

4. Comemorar acontecimentos importantes com suas comidas favoritas.

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"E se lembrar das coisas que te fazem sorrir. Recentemente foi o quinto aniversário da morte do meu pai, então eu tomei seu sorvete predileto (morango com noz de bordo) como forma de recordar, porque ele teria adorado isso. Tudo bem se isso fizer seus olhos se encherem de lágrimas. Meu pai era tudo pra mim, e a coisa que eu mais me lembro é sua gargalhada." —Ashley Guppy, Facebook

5. Reveja fotos, e-mails, cartas e qualquer coisa antiga que vocês compartilharam.

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"Minha irmã morreu em 2002. Durante esses anos, fiz coisas diferentes para ajudar a lidar com a perda. Eu fui ao cemitério conversar com ela, olhei cartas e e-mails dela, vi fotos onde ela estava, comi as comidas que ela gostava e tentei me lembrar de todas as lembranças que eu tinha com ela. Não é só porque faz 10 anos que ela faleceu que a dor já foi embora. O tempo não enfraquece a dor da perda. Eu apenas aprendi como levar minha vida sem ela, o que é muito difícil." —Victoria Weireter, Facebook

6. Procurar um terapeuta.

"Eu perdi minha mãe há pouco mais de um ano. Isso aconteceu de repente e foi completamente inesperado. A melhor coisa que me ajudou a lidar com isso foi me consultar com uma terapeuta familiar. Ela era alguém com quem eu podia conversar sobre qualquer coisa, e eu não senti como se ela estivesse ficando incomodada com meus problemas. Eu queria que as pessoas não tivessem medo de fazer terapia — isso ajuda muito se você tiver uma mente aberta. E eu também me permito ficar triste por um tempo. Não há problema em ficar triste." —colleene4b52cb9d4

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7. Contar muitas piadas. Piadas pesadas.

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"Contar piadas. Contar piadas bem pesadas que podem chocar as outras pessoas. É assim que minha família sempre lidou com a excessiva quantidade de mortes com a qual tivemos que conviver. Eu sei que parece doentio, mas médicos, legistas, enfermeiros, policiais etc. têm um senso de humor bem forte também, e isso é porque todos nós precisamos rir, caso contrário, não apenas choraremos, mas também perderemos o chão. Eu não quero dizer que você deva dizer coisas estúpidas, mas, sim, contar piadas legitimamente engraçadas." —Jenny Schradeya, Facebook

8. Escrever todos seus sentimentos em um papel.

Quando meu avô morreu em 2001 (seis dias após o 11/9), eu comecei a escrever, muitas vezes no meu quintal olhando a mudança das folhas nas árvores. Colocar no papel as emoções que eu estava sentindo foi ótimo, já que eu não podia fazer nada a não ser criticar as pessoas da minha família que passavam todos seus dias chorando. Eu acredito também que essa foi a maneira que meu avô encontrou de me fazer descobrir o que eu queria fazer, que era escrever." —Colleen Sweeney, Facebook

9. Usar suas roupas ou joias.

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"Eu perdi minha mãe para um câncer de pâncreas muito agressivo há quase um ano. Usar suas joias faz com que eu me sinta perto dela, e eu tenho um colar com um coração de prata que contém um pouco de suas cinzas. Isso assusta algumas pessoas, mas eu gosto de saber que eu sempre estou carregando um pedaço dela comigo (casas funerárias geralmente podem fazer isso para você — deixe que saibam que você quer isso quando estiver fazendo os arranjos). Além disso, apesar do trauma e do fato que ela era minha melhor amiga, eu consegui passar muito bem por isso. Ajuda muito deixar que as pessoas saibam que você não está em processo de negação, você está vivendo o luto por meio da alegria e algumas pessoas vão fazer com que você se sinta culpado por isso. Eu pessoalmente odeio quando as pessoas dizem: 'Apenas troque uma palavra com ela! Ela está sempre ouvindo!' Portanto, não dar conselhos sem que eu os peça ajuda muito. Eu criei uma playlist com suas músicas favoritas e a ouço com frequência. Ela sempre colocava música para tocar em casa e isso me traz de volta à minha infância." —Courtney Dysart, Facebook

10. Descobrir um hobby que te alegre.

"Eu recentemente dei à luz um bebê sem vida. Seu nome era Russell Levi White. Não falamos muito sobre isso na minha família — no geral nunca se comenta sobre bebês natimortos —, mas constantemente sou lembrada do que passei em qualquer lugar que eu vá ou olhe: comerciais de bebês, famílias passeando, uma mulher empurrando um carrinho de bebê. Venho lutando contra a depressão e sofrendo com os flashbacks e memórias traumáticas de toda a experiência. Eu nunca tive amigos de verdade e aqueles que eu tinha não estão mais por perto. Eu aceitei o fato de que as coisas nunca mais serão as mesmas novamente; eu nunca mais serei a mesma. Mas eu ainda posso encontrar alegria nas pequenas coisas da vida. Eu decidi fazer jardinagem, eu adoro ver novas flores brotando e sinais de vida/crescimento. Isso me dá uma sensação de preenchimento que as coisas materiais não conseguem dar. Eu comecei a correr diariamente — as endorfinas e a adrenalina me fazem sentir bem comigo mesma, e isso garante que eu saia de casa todos os dias. E, por fim, a música. Ela realmente pode elevar suas emoções ou derrubá-las de vez dependendo do que você ouvir; ela pode trazer 100 lembranças boas ou 100 ruins." —Bridget Taylor, Facebook

11. Conversar com eles... mesmo se for algo unilateral.

Augusta Falletta / Via BuzzFeed

"Eu perdi minha irmã mais velha em 2011 quando ela tinha apenas 25 anos. Ela morreu de repente e em paz durante seu sono. Eu encontro conforto ao me lembrar de pequenas coisas que ela dizia ou fazia quando estou executando minhas tarefas diárias, ao usar diariamente um colar contendo um pequeno frasco com suas cinzas, ao conversar com ela e por aí vai. E eu também busquei bons terapeutas que me ajudaram a lidar com o sofrimento. Quero batizar minha filha com o nome dela. Tem sido muito difícil não ter a presença dela comigo e eu sinto sua falta todos os dias. Parece bem estúpido apenas dizer 'sinto sua falta'. Na verdade, eu sinto meu coração doer com sua ausência. Ela foi minha primeira e melhor amiga e foi minha grande incentivadora por 22 anos. Eu não posso nem ao menos descrevê-la. Algumas coisas que eu gostaria de ter contado a mim mesma quatro anos atrás: Se você quer ficar zangada, fique zangada, mas não se permita permanecer zangada. As pessoas dizem algumas coisas bem tolas, especialmente quando estão lidando com a morte. Isso não é uma desculpa, mas geralmente elas estão desejando o bem. A parte mais difícil é a adaptação sem as pessoas que você ama. Você nunca "supera" a perda de alguém que morreu, você apenas se adapta." —Kelly Prziborowski, Facebook

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12. Homenageá-los por meio da poesia.

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"A única coisa que me ajuda a passar por isso é a poesia. Eu tento depositar meus sentimentos em uma página e homenagear a pessoa que perdi." —MJ Cormier, Facebook

13. Não se julgar por estar sofrendo.

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"O primeiro ano é cheio de acontecimentos e gatilhos; é o ano mais longo e mais curto de sua vida. Você verá grandes gatilhos sendo disparados (uma semana, um mês, seis meses, feriados, aniversários), mas haverá pequenos gatilhos dos quais você não se lembrará conscientemente. O meu primeiro foi o dia da eleição. Eu passei o dia inteiro um caco, mas não conseguia saber o porquê até me dirigir à cabine de votação e ter um ataque de pânico. Eu tinha ido ver e identificar meu avô com a minha mãe antes de votar nas eleições primárias. Seu subconsciente se lembra de muito mais datas do que você imagina ou quer.

Não se julgue por não conseguir superar tudo isso rápido o bastante. Você tem que vivenciar o luto em seu próprio tempo. No geral não há certo ou errado sobre como vivenciar isso. Meu marido gosta de falar sobre boas lembranças e experiências vividas juntos. Eu prefiro ficar no meu canto e em silêncio." —Samantha Lea, Facebook

14. Cuidar dos outros como uma forma de cuidar de si mesmo.

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"Eu já enterrei todos os membros da minha família, menos um de meus irmãos. Cada perda dói de uma maneira diferente. No meu caso, cuidar de outras pessoas ajuda muito quando eu não sei o que fazer comigo. Quando eu estou carregada de emoções, mas preciso fazer algo construtivo, eu tento confortar outras pessoas. Eu cozinho... bastante. Eu penso nos detalhes que precisam ser preparados e os executo. Eu ajudo a mim mesma quando estou ajudando os outros." —Apollina Vita, Facebook

15. Mudar sua dieta.

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Eu não consigo me controlar por dentro quando estou desolado, mas eu consigo me controlar por fora. Eu altero minha dieta, talvez tento virar vegetariano por um tempo (isso exige muito controle e planejamento), mudo minha rotina para acrescentar passeios com o cachorro no parque ou exercícios. Eu tento ir até a academia depois do jantar para clarear meus pensamentos, o que também me ajuda a ficar exausto e a pegar no sono. As noites solitárias são muito duras quando você está ferida. Eu não sou de forma alguma um supermodelo ou alguém sarado — eu faço isso pela minha mente. Eu crio uma pequena meta que eu possa cumprir em algumas semanas apenas com a quantidade certa de motivação, mas nada tão difícil que me faça querer desistir no caminho, como por exemplo, completar uma corrida de três quilômetros sem parar ou manter a posição de prancha por 60 segundos. Eu estava acostumado a lidar com a dor de maneiras não saudáveis até que fui forçado a ser criativo. O exercício pareceu ser minha válvula de escape Eu canalizei muita agressividade nele e só me senti melhor ao me fazer suar." —Devon Phelps, Facebook

16. Aceitar a maneira como você se sente, não importa qual ela seja.

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"A coisa que mais me ajudou foi aceitar a maneira com a qual me sinto. Eu finalmente parei de dar ouvidos aos que me mandavam ser forte, suportar e esconder a dor. Em um primeiro momento, eu tentava encontrar algum tempo para ficar só e me sentir da maneira que queria. Se estivesse triste, eu chorava descontroladamente. Se estivesse com raiva, gritava. Isso ajudou." —Rachel Maynard, Facebook

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17. Escrever histórias.

"Escrever histórias me ajudou a atravessar um dos meus momentos mais difíceis. Sempre que eu me sentia particularmente angustiada, eu escrevia pequenas histórias e inseria pequenas coisas que eu gostava de fazer com a pessoa que se foi. Eu fiz isso durante uma separação dolorosa, após a perda do meu cachorrinho, após ter sido enganada pelo meu ex-patrão e acabar perdendo tudo e após perder minha avó." —Jane Haezer

18. Buscar conforto vivenciando o luto com outras pessoas.

"Minha tribo tem uma tradição que consiste em cortar nosso cabelo após a perda de alguém próximo, assim como um ano de luto (sem eventos sociais ou serviços religiosos), e eu creio que esse processo realmente ajuda. Isso lhe dá tempo para vivenciar o luto e depois continuar sua vida." —hatesusernames

19. Fazer uma trilha.

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"Eu descobri que fazer anotações de coisas belas e simples me ajudou a lidar com as coisas assustadoras e sombrias de uma maneira mais fácil. Após meu avô — do qual eu era muito próxima — ter morrido, eu decidi fazer minha primeira trilha. Todo dia eu vejo uma flor, um pássaro ou o pôr do sol, algo que me faz lembrar dele, e eu sei que ele direcionou a beleza dessas coisas em minha direção para me confortar ao lidar com a quase sempre insuportável dor da perda." —Julierosepal

20. Honrar a pessoa vivendo a vida de uma maneira que ela gostaria que você vivesse.

"Eu me lembro de como ela queria que eu reagisse a sua morte. Ela não queria que eu ficasse triste ou passasse um único segundo sentindo sua falta. Ela queria que eu vivesse a vida da forma mais intensa, ter todos os tipos de experiência que quiser porque foi assim que ela viveu sua vida, aproveitando cada segundo até o final. Ela queria que eu fizesse o mesmo. E então, quando eu me pego sentindo sua falta, eu faço algo divertido ou acho alguma coisa para dar risada porque é isso que ela faria." —ellka2222

21. Lembrar-se de fazer uma coisa de cada vez.

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"Eu perdi meu irmão para o câncer há pouco mais de um mês. Eu não tinha ideia de como lidar com isso. Eu acho mais fácil não pensar nisso de uma maneira negativa. Quando eu penso nele, eu tento lembrar dos momentos felizes que tivemos ou das histórias engraçadas. É isso que me conforta até o momento. Eu passo alguns dias inteiros sem me sentir triste. Em outros, isso me atinge em cheio e tudo que eu posso fazer é chorar. Mas isso é um processo que leva dia após dia. Não há outra maneira na qual eu possa resolver isso." —missyc4c0c8fdcc

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22. Criar uma playlist com as músicas que trazem boas lembranças.

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"Eu criei uma playlist com todas as músicas que me lembravam do meu amigo ou que falam sobre a perda de alguém, e eu recorria a elas quando estava passando por um momento difícil. Eu chorava e depois me sentia melhor." —gabriellep41cee509e

23. Saber que o sofrimento da perda vem em ondas e tem seu próprio ritmo.

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"Eu perdi diversas pessoas durante minha vida. A morte mais impactante foi a do meu namorado em um acidente de carro. Sua morte foi o maior aprendizado de todos para mim. A solução que eu descobri para me ajudar é que eu tenho que deixar tudo passar. Com isso quero dizer que o tempo muda. As emoções são como ondas — elas vêm e vão. O que você está vivenciando no momento não será a mesma coisa que estará sentindo no dia, na semana ou no mês seguinte. O tempo irá curar, mas ele funciona em um ritmo próprio, não no seu. Durante os momentos mais difíceis, eu apenas tento me esforçar, utilizo meus recursos (dormir, assistir à TV com ou sem companhia e ouvir música). O processo da dor da perda de alguém é diferente para todos. Os estágios do luto surgem do nada, todo mundo alcança diferentes estágios em diferentes momentos. Tente não 'se obrigar' a atravessar um estágio. Isso não vai funcionar." —Buzzz4

24. Celebrar a vida quando achar que deve fazer isso.

"Celebrar Eu entendo que quase sempre é a última coisa que alguém quer fazer quando tudo que deseja é chorar ou sumir do mapa para sempre. No entanto, eu descobri que, após a dor inicial, me ajudou muito comemorar aniversários com alguns cupcakes, fazer uma caixa de lembranças e adicionar pequenos itens para as festas de fim de ano. Eu sofri um aborto, e todos os anos eu ponho uma vela dentro de sua caixa de lembranças. Nós passamos todos os aniversários em um clube de comédia. Durante as todas festas de fim de ano, nós adicionamos um pequeno pedaço de uma meia que tem seu nome escrito.

Nós comemoramos o máximo que podemos. Se eu me sinto triste, eu acendo uma vela especial que eu decorei para ela. Ou eu faço um bolo em sua homenagem e doo para a caridade. Passar adiante. Isso ajuda muito." —kellym147

25. E ficar normal quando quiser se sentir assim.

Flickr User: 81disasters / Via goo.gl

'Eu vivenciei uma morte traumática em minha família alguns anos atrás. Eu descobri que estar com meus amigos e viver minha rotina normal foi o que me ajudou a suportar a dor. Muitas vezes, eu não precisava de ninguém para conversar, porque já tinha analisado detalhadamente a situação sozinha. Tudo que eu precisava era um pouco de normalidade." —emmajanew2

Este post foi traduzido do inglês.

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