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A #porramaridos mostrou quão longe estamos de entender e discutir carga mental

A hashtag trouxe histórias de maridos folgados, homens dizendo que nem todo homem e uma problematização que ainda é superficial.

Na busca por relacionamentos mais igualitários e satisfatórios entre homens e mulheres está começando uma discussão sobre um fenômeno chamado "carga mental".

Rassco / Getty Images

A carga mental seria o trabalho cerebral invisível, constante e inevitável que uma pessoa faz de gestão, organização e de planejamento para as diversas áreas da vida funcionarem.

O problema é que em algumas áreas, como no cuidado com a casa e da criação dos filhos, muitas vezes a carga mental acaba ficando totalmente com as mulheres.

Cada vez menos mulheres trabalham só na casa, assim, a carga mental de uma casa e dos filhos somadas às outras responsabilidades da vida pessoal (sim, ela tem uma!) e profissional acaba deixando essa mulher totalmente sobrecarregada.

Uma vez que a carga mental é invisível e a vida precisa continuar acontecendo, não é incomum que uma mulher sofrendo com falta de reconhecimento, colaboração e pró-atividade de seus companheiros acabe ficando muito, mas MUITO pistola - e muitas vezes nem entenda exatamente o porquê.

Ontem começou a aparecer nos assuntos mais comentados do Twitter a hashtag #porramaridos. Nela mulheres estão expondo comportamentos que beiram o inacreditável de seus atuais e ex-companheiros.

Em muitos deles, a gente pode identificar exemplos do que seria a carga mental que a gente estava falando lá em cima.

De fazer a gestão de viagens e outros compromissos.

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Da cuidar da limpeza da casa e vestuário.

De manter o controle de suprimentos.

Cuidar dos reparos da casa.

Dar cuidado e assistência aos filhos.

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Organizar minimamente a vida escolar dos filhos.

Algumas mulheres ficaram assustadas com o que encontraram na hashtag.

Outras mostraram pouca tolerância a companheiros como os dos relatos.

E culpabilizaram de leve outras mulheres por escolherem parceiros assim.

Como se fosse possível antecipar totalmente com quem você está casando até morar junto e/ou iniciar uma família.

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Teve quem aproveitou para celebrar maridos que não são como os da hashtag.

E alguns homens se defenderam das críticas afirmando que dividem sim as tarefas, principalmente as consideradas do "âmbito masculino".

E, no exemplo, tarefas bem eventuais, diga-se de passagem.

Mulheres argumentam que ninguém nasce sabendo, mas da mesma forma que acontece com responsabilidades novas no trabalho, tudo se aprende.

Alguns homens, então, apareceram para pontuar que muitas mulheres são pouco tolerantes quanto a fazer as coisas diferente da maneira delas.

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É. E isso pode melhorar, sim.

Mas o problema é nunca tomar pra si as responsabilidades invisíveis, diárias e constantes, que são das duas pessoas do casal.

A Katarina Holanda cita as tirinhas sobre carga mental da ilustradora francesa Emma.

facebook.com

Mas, no final, com tantas histórias na hashtag e pouca discussão factível, parecemos estar mais engatinhando no assunto do que qualquer outra coisa.

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ATUALIZAÇÃO:

A pedido da autora um dos tuítes, um dos relatos foi removido.

ATUALIZAÇÃO 2:

A pedido das autoras de dois dos tuítes, dois relatos foram removidos.

ATUALIZAÇÃO 3:

A pedido da autora um dos tuítes, um dos relatos foi removido.

ATUALIZAÇÃO 4:

A pedido da autora um dos tuítes, um dos relatos foi removido.

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