Em uma nova entrevista para a GQ, o ator John Boyega se abriu sobre sua experiência de trabalho na franquia "Guerra nas Estrelas", dizendo que seu personagem "foi vendido como alguém muito mais importante na saga do que realmente foi" e então, foi deixado de lado.
Ele disse que seus sentimentos a respeito da franquia eram "complicados de serem contornados," e acrescentou que o tratamento que deram ao seu personagem "não foi legal".
"Quando a gente se envolve em algum projeto, nunca ficamos satisfeitos com tudo," Boyega admitiu. "[Mas] o que eu gostaria de dizer à Disney, é que eles não inventem um personagem negro, vendam ele como se fosse muito importante para a saga, sendo que não vai ser o caso, e depois deixem ele de lado."
"Isso não é nada legal," ele acrescentou.
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E Boyega diz que o mesmo se aplica ao tratamento que os personagens de Kelly Marie Tran, Naomi Ackie e Oscar Isaac receberam.
"Vocês sabiam o que fazer com a personagem de Daisy Ridley e sabiam o que fazer com o personagem de Adam Driver," ele disse à GQ. "Vocês sabiam o que fazer com todo mundo, mas com relação a Kelly Marie Tran, com relação a Oscar Isaac, vocês ferraram com eles."
"Eles deram todo o desenvolvimento para Adam Driver, e deram todo o desenvolvimento para Daisy Ridley," Boyega continuou. "Vamos ser francos. Daisy sabe disso. Adam sabe disso. Todo mundo sabe. Eu não estou expondo nada."
"O que eles querem que a gente diga é: 'eu gostei de ser parte disso. Foi uma experiência e tanto,'" disse Boyega. "Não, não, não. Eu vou fazer isso quando eu realmente acreditar que foi uma experiência e tanto."
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Mais para a frente na entrevista, Boyega admitiu que sua experiência em "Guerra nas Estrelas" o transformou em alguém diferente, "muito mais militante".
"Eu fico revoltado com um processo assim," ele explicou. "Isso te deixa mais militante; transforma você. Porque você chega à seguinte conclusão: 'eu ganhei essa oportunidade, mas estou em uma indústria que não está pronta para mim'. Ninguém mais do elenco ouviu pessoas dizendo que iam boicotar o filme porque [ele ou ela] ia participar," ele continuou. "Ninguém mais recebeu mensagens negativas e ameaças de morte no Instagram, ou das outras redes sociais, dizendo: 'você é negro, não devia ser um Stormtrooper.' Ninguém mais enfrentou isso. E as pessoas ainda se surpreendem de eu estar nesse estado."
Após a publicação da entrevista, Boyega escreveu no Twitter que suas palavras não tinha a intenção de "começar uma caça às bruxas", mas simplesmente que elas possam gerar alguma mudança.
"Essas conversas e eu as compartilhando não são sobre começar uma caça às bruxas. É sobre clarificar sobre uma raiva que pode ser vista como egoísta, disruptiva e auto-indulgente. Obviamente, com esperanças de melhoras. Mano. Resumindo. Falei o que falei. Sério, com amor para todos. Seu apoio é incrível!"
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Você pode ler a reportagem de capa da GQ com o John Boyega completa aqui.
Este post foi traduzido do inglês.
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