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Quatro cidades brasileiras estão em créditos de filme indicado ao Oscar

"Spotlight - Segredos Revelados" conta como o jornal "Boston Globe" denunciou casos de padres pedófilos que foram encobertos pela Igreja Católica.

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Os nomes de quatro cidades brasileiras surgem ao fim de "Spotlight - Segredos Revelados", filme em cartaz que está concorrendo ao Oscar, junto com outras dezenas de cidades ao redor do mundo.

O filme, dirigido por Tom McCarthy, mostra Arapiraca (AL), Franca (SP), Mariana (MG) e Rio de Janeiro (RJ) nos créditos como alguns lugares em que descobriu-se padres pedófilos protegidos pela Igreja Católica no Brasil, assim como os 60 casos denunciados pelo jornal "Boston Globe" e retratados pelo filme.
Reprodução/Spotlight / Via imgur.com

O filme, dirigido por Tom McCarthy, mostra Arapiraca (AL), Franca (SP), Mariana (MG) e Rio de Janeiro (RJ) nos créditos como alguns lugares em que descobriu-se padres pedófilos protegidos pela Igreja Católica no Brasil, assim como os 60 casos denunciados pelo jornal "Boston Globe" e retratados pelo filme.

Estes são os casos de abuso lembrados pelo filme:

Franca (SP)

https://www.youtube.com/watch?v=nLXCdA77ADY
https://www.youtube.com/watch?v=nLXCdA77ADY

O padre José Afonso Dé, 82, de Franca, interior de SP, foi acusado de abuso sexual por quatro adolescentes em 2010. Condenado a mais de 60 anos de prisão no ano seguinte, jamais foi preso. A defesa recorreu ao TJ (Tribunal de Justiça), que concedeu liminar para que ele fique em liberdade até o julgamento, sem data marcada. O caso também corre em segredo de Justiça.

Mariana (MG)

Bonifácio Buzzi, padre da Arquidiocese de Mariana, cumpriu pena de 2007 até 2015, após ter sofrido duas condenações por abuso sexual de crianças. Em 2004 o padre praticou sexo oral num garoto em pelo menos duas ocasiões e pagou R$ 8 para que ele mantivesse segredo. Nove anos antes o padre já havia sido condenado por molestar por três vezes uma criança de 10 anos.
pt.wikipedia.org

Bonifácio Buzzi, padre da Arquidiocese de Mariana, cumpriu pena de 2007 até 2015, após ter sofrido duas condenações por abuso sexual de crianças. Em 2004 o padre praticou sexo oral num garoto em pelo menos duas ocasiões e pagou R$ 8 para que ele mantivesse segredo. Nove anos antes o padre já havia sido condenado por molestar por três vezes uma criança de 10 anos.

Rio de Janeiro (RJ)

Em 2007 o padre polonês Marcin Michal Strachanowski foi acusado de ter abusado de um adolescente de 14 anos no Rio de Janeiro. Ele ficou foragido durante três anos até se entregar em 2010. O juiz responsável pelo caso afirmou que o religioso transformou a igreja numa espécie de "masmorra erótica". O jovem teria sido amarrado e preso enquanto sofria os abusos.
TV Record / Via youtube.com

Em 2007 o padre polonês Marcin Michal Strachanowski foi acusado de ter abusado de um adolescente de 14 anos no Rio de Janeiro. Ele ficou foragido durante três anos até se entregar em 2010. O juiz responsável pelo caso afirmou que o religioso transformou a igreja numa espécie de "masmorra erótica". O jovem teria sido amarrado e preso enquanto sofria os abusos.

Arapiraca (AL)

Em Arapiraca, interior de Alagoas, imagens do padre Luiz Marques Barbosa (à esq.) fazendo sexo oral com um jovem de uma igreja da cidade foram divulgadas em 2010 pelo SBT. Três coroinhas fizeram a denúncia de abuso sexual e o caso foi parar na CPI da Pedofilia, no Senado. Luiz Barbosa foi condenado a 21 anos de prisão.Raimundo Gomes (centro) e Edilson Duarte (à dir.), dois padres que também abusaram por anos dos coroinhas, foram condenados a 16 anos e quatro meses de prisão cada um. Gomes morreu em 2014, vítima de um AVC. O processo corre em segredo de justiça no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), e não tem prazo para ser concluído. Enquanto isso, Duarte e Barbosa foram afastados das atividades da igreja mas respondem em o processo em liberdade.
magnomalta.com

Em Arapiraca, interior de Alagoas, imagens do padre Luiz Marques Barbosa (à esq.) fazendo sexo oral com um jovem de uma igreja da cidade foram divulgadas em 2010 pelo SBT. Três coroinhas fizeram a denúncia de abuso sexual e o caso foi parar na CPI da Pedofilia, no Senado. Luiz Barbosa foi condenado a 21 anos de prisão.

Raimundo Gomes (centro) e Edilson Duarte (à dir.), dois padres que também abusaram por anos dos coroinhas, foram condenados a 16 anos e quatro meses de prisão cada um. Gomes morreu em 2014, vítima de um AVC.

O processo corre em segredo de justiça no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), e não tem prazo para ser concluído. Enquanto isso, Duarte e Barbosa foram afastados das atividades da igreja mas respondem em o processo em liberdade.

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