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Esta jovem usou a melhor tática para evitar cantadas agressivas na rua

Todo o poder da careta do dentinho.

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Débora Adorno, uma jovem de Belo Horizonte, contou em seu Facebook que sentiu um incômodo acima do normal com as cantadas que recebia ao andar pelas ruas do centro de BH na última sexta-feira.

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Segundo Débora, ela recebeu um monte de cantadas "como sempre acontece com quase todas as mulheres que resolvem sair desacompanhadas".

Eu tava saindo da Afonso Pena, na região da rodoviária indo pro Oiapoque, pra quem conhece a região sabe que ali naquela rua os passeios ficam lotados de vendedores ambulantes, vendendo celular roubado, cigarros San Marino, chocolate Surreal e mais um monte de coisas, enfim, a rua tava cheia de gente e mais apertada ainda por causa dos vendedores. Então, a coisa é que ao andar nessa rua comecei a receber muitas, mas muitas cantadas mesmo, principalmente dos vendedores mas também dos caras passando...

Mas quando ela teve de passar por uma rua lotada onde ela tinha que andar devagar, a coisa saiu do controle. Ela se sentiu "presa, quase sufocada".

Eu fiquei tensa, fiz o que sempre faço nessas situações, fecho a cara, olho fixamente prum ponto no horizonte e tento andar o mais rápido possível. Mas como falei a rua estava cheia, estava congestionando e eu fui obrigada a passar devagar e ficar escutando de um à tudo, ficar sentindo os caras me olhando dum jeito pervertido horrível. Naquele momento eu tava me sentindo tão impotente, tão presa.. quase sufocada mesmo...

Débora sabia que não ia adiantar bater boca com os homens ou xingá-los. Ela sentia medo de ser agredida.

E não importava, não tinha nada que eu pudesse fazer pra parar aquilo, eu não ia bater boca com um bando de homem no centro, eu não ia mandar nenhum deles toma no cu, simplesmente porque eu tenho medo. Medo de me baterem, de me ameaçarem, de passarem a mão em mim, medo de mil coisas.. simplesmente não dá.

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Foi então que Débora decidiu tentar se defender com sua "marca registrada"...

"Foi aí que um cara que passava na direção contraria da minha veio me olhando escrotamente, me encarando, e daí antes dele falar alguma coisa eu fiz a careta do dentinho. O cara estranhou e passou reto", conta Débora.

Com o poder do "dentinho", Débora conseguiu fazer parar o assédio. "Cês não tem noção, de um segundo pro outro eu parei de receber cantada, tipo, NENHUM CARA MAIS MEXEU COMIGO!"

Nessa hora choveu um arco-íris dentro de mim, porque de uma hora pra outra não era mais eu quem estava desconfortável, de uma hora pra outra não era mais eu quem estava desviando o olhar, não era mais eu quem estava apertando o passo!!!

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Débora termina o post com duas dicas. Uma para os homens: "apenas PAREM. [Cantada] não é um elogio, é uma agressão.