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Como reagir aos comentários de ódio sobre a morte de Marielle?

Utilidade pública.

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Como você sabe, na quarta-feira (14) Marielle Franco foi assassinada no Rio de Janeiro. As últimas informações mostram que a munição usada para matar a vereadora é de lotes vendidos para a Polícia Federal – críticas a abusos cometidos pela Polícia Militar eram feitas com constância por Marielle.

Além dela, o motorista do carro em que ela estava também foi morto.

Com você também sabe, as redes sociais e os comentários de portais em notícias sobre o caso estão tomados por discurso de ódio e mensagens que fazem apologia ao crime. Listamos aqui algumas coisas que você pode fazer para lutar contra essa enxurrada de ofensas.

Em vez disso, você pode denunciar as mensagens de ódio (apologia ao crime ou racismo, por exemplo) em locais como a SaferNet Brasil, que recebe queixas anônimas de crimes e violações contra os Direitos Humanos na internet.

A entidade conta com suporte governamental, parcerias com a iniciativa privada, autoridades policiais e judiciais.

O Ministério Público também conta com um canal para denúncias de crimes ocorridos na internet. É importante anexar o maior número possível de provas, como prints e links para perfis dos criminosos.

Não se esqueça de também avisar as próprias redes socials sobre os comentários violentos e ofensivos.

Facebook, Twitter e Instagram têm caminhos para que você possa fazer isso e podem suspender ou até mesmo excluir as contas/páginas que cometem delitos. No Face, por exemplo, você pode denunciar um único comentário, uma postagem ou mesmo um perfil inteiro.

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O escritório EJS Advogadas se propôs a rastrear, gratuitamente, calúnias contra Marielle. O intuito é enviar todos os casos com autores identificados para investigação na DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes de Informática) da Polícia Civil ou para retratação pública na Justiça.

Nos últimos dias, o escritório afirmou ter recebido mais de 2 mil denúncias. Os prints ofensivos devem ser encaminhados para o e-mail contato@ejsadvogadas.com.br.

Caso alguém se posicione CONTRA os direitos humanos (?), mostre este texto do Extra, que esclareceu aos leitores que direitos humanos são simplesmente os direitos básicos de todos os seres humanos.

extra.globo.com

Ou seja: o direito à vida, à liberdade, à liberdade de opinião, ao trabalho, à educação, à crença religiosa e muitos outros.

Quando disserem que a vereadora "defendia bandido", mostre este print postado por Rodrigo Mondego, com o registro de uma conversa na qual Marielle oferece ajuda à família de um policial assassinado.

facebook.com

A conversa ocorreu em 2014, quando Marielle era coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. Segundo Rodrigo, ela não só prontamente atendeu o pedido, como pediu para eu dar até o telefone pessoal dela para a família ligar o quanto antes".

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A própria equipe de Marielle criou um site para desmentir informações falsas.

"A dor da sua morte e de tudo o que ela simbolizava desencadeou homenagens emocionadas em redes sociais e grandes manifestações nas ruas pelo Brasil e no mundo. Mas também gerou uma série de acusações falsas sobre a sua história e sua atuação.

Esse ataque à Marielle é simplesmente inadmissível.

Uma coisa é debater sobre posicionamentos políticos. Outra bem diferente é caluniar, repercutir mentiras e desrespeitar a sua memória e o luto de seus familiares e amigos", diz o texto de abertura do site.

Atualização (19/3 às 11h34):

Post atualizado para incluir o site "A Verdade sobre Marielle Franco", que combate fake news, e também para incluir a iniciativa do escritório EJS Advogadas, que rastreia e denuncia gratuitamente posts caluniosos sobre Marielle.

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