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14 filmes e séries da Netflix para você não perder tempo escolhendo

Tá aqui muito do que vimos e gostamos nos últimos meses.

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1. "Billions"

A série acompanha a disputa entre dois homens poderosos: o bem-nascido Chuck Rhoades, promotor de Nova York com grandes ambições políticas, e Bobby Axelrod, o dono de um fundo de investimento de alto risco (os chamados hedge funds) que encarna o ideal de self-made man.

Além de mostrar como a "mão invisível" do mercado é inexistente, a série analisa constantemente a psique de seus personagens. Quem brilha, no final, são as mulheres, muito mais do que meras coadjuvantes belas/recatadas/do lar: Wendy Rhoades e Lara Axelrod. A Netflix tem as duas temporadas completas –uma terceira já está sendo produzida. - Luisa Pessoa

2. "Agente do Futuro"

Não se deixe enganar pelo título genericão. O nome original, aliás, é bem melhor: Automata (sinônimo para robô). O filme é uma ficção científica hispano-búlgara que tem como protagonista o policial Jacq Vaucan (Antonio Banderas). Em 2044, 99% da população morreu por causa da crescente radiação solar e a Terra está desertificada. No desempenho de tarefas simples, como construções de muros, estão os Pilgrim, robôs humanóides bem primitivos.

O coração do enredo é a singularidade tecnológica, termo que descreve o ponto no qual a inteligência artificial terá superado a inteligência humana. Não espere um filme brilhante, mas é um bom filme de ficção científica fora do circuito de blockbusters hollywoodianos. - Alexandre Orrico

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3. "Please Like Me"

Esta série australiana de 2013 ficou conhecida aqui no Brasil só três anos depois, quando estreou na Netflix. Foi tanta gente falando que eu decidi dar uma chance e, tenho que confessar, foi paixão à primeira vista. O protagonista, Josh, rapidamente se torna seu melhor amigo e os episódios tratam de temas pesados com muito humor e sagacidade. Uma série perfeita para ver num fim de domingo em casa. - Victor Nascimento

4. "O Que Fazemos nas Sombras"

É uma comédia em formato de documentário que acompanha uma república de vampiros da Nova Zelândia e suas dificuldades para se encaixar no mundo moderno. Sim, a premissa é maluca, e o filme é bem engraçado. Está disponível na Netflix. Não recomendo assistir ao trailer, porque ele tem alguns spoilers :-(. Mas quem quiser ter um gostinho pode ver a cena inicial do filme aqui (sem legendas, infelizmente). - Luisa Pessoa

5. "Friends"

“Meu Deus, alguém realmente vai recomendar Friends?” É, vou. O Netflix tem todas as dez temporadas e estou revendo em ordem cronológica. Para falar a verdade eu adoro assistir séries e filmes de novo e esta é a segunda vez que faço isso com Friends. É uma ótima série se você não quer pensar em nada, se quer ver algo divertido ou se só quer ouvir de fundo enquanto faz outras coisas, tipo aquela arrumadinha na casa ou fazer as unhas.

É gostoso ver os atores lá no começo, a imagem ruinzinha, as roupas super datadas, depois assistir eles mudando, ir pegando as auto-referências porque você acabou de rever sobre o que eles estão falando e lembrar de episódios e piadas preferidas. Desta vez concluí que: a temporada 6 foi meio sem graça, a 8 foi ótima como as do começo e o Ross realmente é meio péssimo (mas gosto dele mesmo assim, acontece). Estou na décima temporada e confesso que penso em rever assim que terminar, rs. - Flora Paul

6. "Auschwitz: The Nazis and the 'Final Solution'"

Pesada a sugestão, né? É eu sei. Mas esse documentário da BBC ajuda a entender como os campos de concentração realmente funcionavam e que papel cada país envolvidos na Segunda Guerra Mundial teve — provavelmente de uma forma muito melhor do que qualquer aula de história ou coisa que você pode ter lido. Achei este documentário depois de ler ou assistir coisas que me fizeram pensar que eu nunca me aprofundei nos detalhes do holocausto (o livro do Michel Laub "Diário da Queda" foi uma delas. Recomendo a leitura).

O documentário tem dramatizações para dar contexto histórico e depoimentos chocantes de ex-prisioneiros e ex-oficiais que serviram nos campos. São seis episódios muito bem dirigidos e que trazem informações surpreendentes. Por exemplo, as histórias de alguns nazistas que enfrentaram as ideias de Hitler. Fora as coisas inacreditáveis da rotina dos campos, como a criação de um bordel, casos de corrupção e até histórias de amor. - Manuela Barem

7. "Dirk Gently's Holistic Detective Agency"

Essa é uma série baseada nos livros do Douglas Adams (autor do clássico nerd "O Guia do Mochileiro das Galáxias"). Caso você não saiba quem é esse homem, pode gostar da série mesmo assim, basta ter algum interesse por gente maluca e histórias birutas.

Dirk é um detetive holístico, que não tá nem aí pra resolver as coisas de um jeito, digamos, tradicional, como ir atrás de pistas e suspeitos. Ele vai deixando as coisas acontecerem naturalmente. Todd, um sujeito que acabou de perder o emprego em um hotel, acaba virando seu ajudante. A missão deles nessa temporada é descobrir como um milionário foi morto por um tubarão em um hotel chique. Sim, é isso mesmo. Vale a pena demais investir seu tempo nessa aventura. - Davi Rocha

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8. "Dragon Blade"

Eu procurava um filme do Jackie Chan que fosse da fase hollywoodiana dele e decidi arriscar esse aqui. Pra minha surpresa era uma produção chinesa e, para um surpresa ainda maior, o enredo do filme é muito legal! Jackie faz o comandante huno Huo An, que lidera a guarda da "Rota da Seda", durante o período do império Romano. Ele e seus comandados acabam se envolvendo em uma treta familiar e se unem a alguns romanos para impedir que o tirano Tiberius arrase sua terra natal.

O que me impressionou mesmo foi a baita mensagem de amizade e união entre os povos que o filme passa, além de muita porradaria e kung fu. E diferente da maior parte dos filmes do Jackie Chan, esse é bem dramático. Totalmente diferente do que eu esperava, mas incrível. - Raphael Evangelista

9. "Strike A Pose"

Um documentário delicioso para fãs de Madonna, que conta a história dos dançarinos da lendária turnê "Blonde Ambition" em 1990. Fui surpreendido pelas histórias de cada um deles e pelo saudosismo que senti por uma época que sequer vivi. 1990 parece uma década de ouro para a comunidade gay, até a chegada de um temido vírus que hoje conhecemos como HIV. - Victor Nascimento

10. "Wynonna Earp"

Tem coisa boa demais na Netflix. Tem tanta coisa que as séries "pobrinhas" acabam passando despercebidas, então vou fazer minha parte recomendando "Wynonna Earp". É uma série western com um orçamento modesto (mas isso não significa que é tosca) baseada em uma HQ de mesmo nome. A personagem principal é herdeira da família Earp, e além do sobrenome famoso (baseado em uma figura real da história americana) herdou também uma maldição e a responsa de matar demônios enquanto lida com o fato da vida dela ser uma bagunça. Sim, parece uma versão genderbent de Supernatural, mas com mais mulheres e menos tortas. - Chris Dierkes

11. "Suburra"

Emanuela Scarpa / Emanuela Scarpa/Netflix

Sem spoilers mas se de primeira você não leu "Suburra" (que é uma praça de Roma) e sim "suruba", não está de todo errado. A série tem três protagonistas, três jovens criminosos cujas famílias se odeiam mas eles se unem para dar um golpe envolvendo políticos, um padre cheirador de cocaína, uma condessa vingativa e até o Vaticano. Tudo regado a muito tiro, porrada e corrupção (ok, e uns atores italianos um tanto gatos). Além desta, vale a pena dar uma olhada nas outras produções não-americanas da Netflix, tem várias coisas boas. - Susana Cristalli

12. "Wonders of the Universe"

São quatro episódios de tiro, porrada e bomba. Ou melhor, de tempo, gravidade, luz e matéria. Ok, parece a coisa mais nerd do mundo, mas saber um pouco mais sobre como o universo se expande, qual a medida do tempo em um contexto infinito e como as estrelas são formadas (e 'desformadas') dá uma certa perspectivas às coisas, sabe? Para mim, é a série perfeita para assistir quando você tá meio angustiada ou ansiosa com a vida, porque, bicho, tudo é minúsculo perto da beleza e da grandeza daquilo.

Fora que os documentários da BBC têm um jeitinho de explicar os conceitos mais cabeludos de uma forma não só muito clara, mas sobretudo MUITO LINDA. E com sotaque britânico. O que mais uma pessoa nerd pode querer? - Clarissa Passos

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13. "Call the Midwife"

Divulgação / Via BBC

Eu sei, eu sei que pode parecer a maior roubada dizer para você "olha, tem uma série sobre PARTEIRAS (?!) BRITÂNICAS (?!!) TRABALHANDO COM FREIRAS (?!!!) NO PÓS-GUERRA (?!!!!)". Mas, acredite, se fosse para eu escolher uma expressão para definir essa série seria "show demais". Inclusive acho que este é o termo técnico para descrever "Call the Midwife", que é justamente uma série sobre parteiras britânicas trabalhando com freiras no pós-guerra, em uma área carente da Londres de então (o East End). A reconstituição de época é sensacional, as personagens são muito relacionáveis e os dramas centrados na gravidez e maternidade, além do protagonismo majoritário de personagens femininas, tornam a série irresistível. Ou show demais. - Clarissa Passos

14. "Chewing gum"

Fotos: Divulgação / Via Netflix

Essa série de comédia aqui conta a história de Tracy Gordon, essa menina muito BV de um subúrbio em Londres. 

Ela é meio fodida de grana, tem uma mãe carola pra caramba, e como toda pessoa que é BV, ela está doida pra perder esse cabaço!

Mas as coisas estão meio complicadas neste aspecto, porque o namorado dela (da igreja) é muito esquisito e não quer saber nem de tocar nela.

A série é engraçada demais e é muito legal descobrir que quem escreveu a série é a mesma pessoa que interpreta a Tracy, a Michaela Coel – que é MUITO DIFERENTE fora da série!

Enquanto eu escrevo isso aqui, eu acabo de descobrir que a série foi cancelada e estou disposta a PEGAR EM ARMAS. Enfim, enquanto eu choro aqui, você ainda tem duas temporadas inéditas para assistir por lá. APROVEITA, BOBA! - Juliana Kataoka

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