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Por que a Justiça mandou prender Vaccari, que já está preso

Ex-tesoureiro do PT, condenado na Lava Jato, ele foi alvo de novo mandado de prisão nesta quinta (23).

publicado

A Polícia Federal deflagrou hoje (23) a Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato, com 11 mandados de prisão. Um dos alvos desses pedidos é o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Acontece que o petista está preso no Paraná desde 15 de abril de 2015.

Vaccari, durante depoimento à CPI da Petrobras
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vaccari, durante depoimento à CPI da Petrobras

Em junho de 2015, o juiz federal Sergio Moro negou pedido da defesa de Vaccari para que ele respondesse às acusações em liberdade. O petista já foi condenado a 15 anos, na Lava Jato.

Apesar de parecer esdrúxulo, o novo pedido de prisão não foi um erro da PF. A ideia é que, caso Vaccari seja liberado no Paraná pelas acusações ligadas à Lava Jato, ele continuaria preso pela Custo Brasil.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo o delegado Rodrigo de Campos Costa, Vaccari indicou empresas que fecharam contratos com o Ministério do Planejamento a fim de repassar parte dos valores recebidos a políticos do partido, a título de propina.

"Houve a participação ativa tanto do [ex-deputado petista] Paulo Ferreira como do João Vaccari, no sentido de que houvesse a contratação da Consist e que parte dos valores arrecadados iria para o Partido dos Trabalhadores", afirmou o delegado Rodrigo de Campos Costa, nesta quinta (23).

O delegado Campos (à esq.) e o procurador da República Andrey Borges de Mendonça
GloboNews/Reprodução

O delegado Campos (à esq.) e o procurador da República Andrey Borges de Mendonça

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