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Chances de Eduardo Cunha virar delator diminuem após renúncia

Renúncia à presidência da Câmara dá tempo a Cunha para tentar evitar a cassação. Segundo relatório de consultoria de risco, Michel Temer saiu ganhando no Congresso.

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A renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara, anunciada nesta quinta (7), tende a ser positiva para o governo do presidente interino, Michel Temer (PMDB).

A avaliação está em relatório da Eurasia, uma das principais consultorias políticas do mundo, a que o BuzzFeed Brasil teve acesso.

O texto é assinado por João Augusto de Castro Neves, diretor da consultoria para América Latina.

Um dos motivos por que a saída de Cunha é positiva para Temer, segundo o relatório, é que com a eleição de um novo presidente da Câmara o ritmo de trabalho deve melhorar.

Desde que Waldir Maranhão (PP-MA) assumiu o cargo, o governo tem tido dificuldade em aprovar projetos. Isso tende a mudar após a escolha do novo ocupante da cadeira.

No relatório, Castro Neves avalia que o próximo presidente da Câmara será mais previsível que Cunha e Maranhão — que, afinal, não foram os presidentes mais previsíveis da história da Casa.

E o governo Temer passa a ter chances maiores de aprovar projetos na Câmara.

Além disso, com Cunha fora da presidência sem deixar de ser deputado — e mantendo sua imunidade parlamentar —, a cassação dele no plenário da Casa deixa de ser tão urgente.

Desse modo, as chances de ele virar delator também caem.

"Apesar de esse cenário ainda ser possível, quanto mais o destino de Cunha for postergado no plenário, menor o risco de ele agir de maneira desesperada", escreve Castro Neves.

Apesar de ter sido afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal, o peemedebista continua como deputado.

Dessa maneira, as ações contra Cunha no âmbito da Lava Jato não podem ir às mãos do juiz Sergio Moro, em Curitiba, o que aumentaria as chances de Cunha ir preso, segundo a avaliação da Eurasia.

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