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Nadadores arranjaram briga em posto e disseram que foram assaltados

Segundo depoimentos de funcionários de posto, eles arranjaram uma briga com seguranças e quebraram um banheiro. PM foi chamada e eles foram liberados após pagar prejuízos. História do assalto é falsa, conforme polícia.

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A versão da polícia sobre o caso dos nadadores americanos:

  • O nadador olímpico norte-americano Ryan Lochte inventou uma história sobre ser assaltado a mão armada com outros três companheiros de equipe, segundo o chefe da Polícia Civil do Rio, Fernando Veloso.

  • Os nadadores saíram de uma festa e se envolveram numa confusão com os seguranças de um posto de gasolina, depois que os atletas começaram a quebrar o banheiro do local, segundo a polícia.

  • Os nadadores Gunnar Bentz e Jack Conger, que estavam no episódio, foram retirados pela Polícia Federal de dentro de um avião quando tentavam ir para os Estados Unidos. Eles prestaram depoimento nesta quinta.

  • Lochte foi descrito como o mais exaltado na confusão do posto de combustíveis.

  • Um dos seguranças do posto, que é policial militar da ativa, chegou a puxar uma arma para evitar a fuga dos americanos em um táxi até a chegada da polícia.

  • A confusão terminou depois que os nadadores pagaram R$ 100 e US$ 20 para cobrir os prejuízos que causaram no banheiro.

  • Eles poderão responder por falsa comunicação de crime.

  • A história do falso roubo veio à tona no domingo, após a agência Associated Press reportar que Lochte disse à sua mãe que ele foi roubado à mão armada. Ela contou o caso à imprensa e a polícia passou a investigar o caso.

A confusa história do assalto sofrido pelos nadadores olímpicos americanos no Rio ganhou um novo contorno hoje depois que funcionários de um posto de gasolina disseram à polícia que os atletas se envolveram numa briga no local e só foram autorizados a deixar o local depois de pagar o prejuízo.

Os novos depoimentos e as contradições que já haviam surgido indicam que a história do assalto era falsa.

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Segundo a polícia, os nadadores Ryan Lochte, Jimmy Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger deixaram uma festa na Lagoa e pararam num posto de gasolina.

Dois seguranças do local foram chamados pelo gerente por causa de uma confusão nos fundos do estabelecimento. Lá, encontraram parte do banheiro quebrado.

De acordo com a versão dos funcionários do posto, os nadadores estavam bêbados e tentaram sair do local em um táxi. Uma arma foi apontada por um dos seguranças e eles permaneceram sentados no local.

Este vídeo mostra o momento em que os quatro deixam a Casa da França, na Hípica do Rio, às 5h47 da manhã de domingo. Foi a primeira pista da polícia de que a história poderia ser falsa.O taxista, entretanto, esperou a chegada da Polícia Militar.

Este vídeo mostra o momento em que os quatro deixam a Casa da França, na Hípica do Rio, às 5h47 da manhã de domingo. Foi a primeira pista da polícia de que a história poderia ser falsa.

#Watergate Vídeo mostra momento em que nadadores deixam festa às 5h47. Foi 1a contradição. https://t.co/Pd0xu4dddP

Horário foi a primeira contradição dos depoimentos que levou polícia a desconfiar que a versão do assalto era falsa. Eles só chegaram à Vila Olímpica às 6h56.

O chefe da Polícia Civil do Rio, Fernando Veloso, disse que não houve assalto, mas uma confusão criada pelos nadadores no posto de gasolina.

"De forma deliberada um ou mais deles começaram a promover atos de vandalismo no banheiro do posto. Eles não foram vítimas dos fatos criminosos que afirmam ter sido."

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Cerca de 100 jornalistas acompanham a coletiva de Alexandre Braga (à esq.) e de Fernando Veloso, da Polícia Civil

Veloso disse que não há indício de que eles tenham sofrido violência física. Enquanto esperavam a polícia chegar ao posto, os nadadores ficaram ficaram sentados no chão. Essa versão foi confirmada por ao menos um dos atletas, segundo o chefe da polícia.

Veloso confirmou que uma arma foi apontada para os atletas no posto de combustível durante a confusão. Ao menos um deles, o nadador Ryan Lochte, estava "muito transtornado”.

O chefe da Polícia Civil disse que as circunstâncias não indicam que os atletas poderiam ter interpretado terem sido vítimas de um assalto.

Policiais de folga faziam a segurança do posto, disse Veloso. A situação era regular e o nome dos dois seguranças vai ser mantido sob sigilo. O chefe da Polícia Civil também afirmou que a arma usada pelo segurança era legal.

Ao ser indagado sobre as declarações do advogado de Lochte de que a polícia "armou um circo", o chefe da Polícia Civil demonstrou irritação: "Você tá vendo algum nariz? Aqui não tem ninguém com nariz de palhaço", diz Veloso.

O diretor de comunicação da organização da Olimpíada, Mario Andrada, minimizou o episódio.

Em entrevista coletiva, ele disse que os nadadores não devem desculpas porque já passaram por uma "grande vergonha pública" e devem aprender com o que aconteceu.

"Eu não espero pedido de desculpas. Por isso disse pra deixá-los quietos. Passar por uma vergonha pública dessas, eu espero que seja suficiente para que eles aprendam", disse, em entrevista coletiva.

Leia mais aqui e aqui.

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