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O brasileiro mudou de ideia sobre a Olimpíada e a venda de ingressos disparou

Abertura na televisão e competições acirradas deram injeção de espírito olímpico. Procura por ingressos disparou 10 vezes na primeira semana dos Jogos.

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Se antes do início da Olimpíada a venda de ingressos patinava, parece que só faltava a cerimônia de abertura para brasileiros entrarem no espírito olímpico.

Muita gente decidiu assistir às competições após o início dos Jogos, e a venda aumentou. "Depois que vi que tava fácil de comprar, fui dar uma olhada", diz a advogada Camila Tinoco.

Nesta quarta (10), ela foi a um dos pontos de venda para comprar entradas para o vôlei e para a natação. No fim de semana, ela disse, foi ao Parque Olímpico assistir a uma partida de tênis.

A venda de ingressos para os Jogos, que antes era de aproximadamente 10 mil por dia, multiplicou-se por dez desde a cerimônia de abertura, segundo reportagem da TV Globo.

No sábado (6), primeiro dia de competições, 40 mil ingressos que haviam sido comprados não foram utilizados, parte por causa da demora para entrar no Parque Olímpico, de acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

Alguns talvez tenham até exagerado.

É o que admite o estudante Felipe Pasqualette, que comprou "uns 15 ingressos" — a maioria do basquete, pelo qual é fanático. "Preciso dar uma controlada", conta, aos risos.

"Eu tinha comprado dois ingressos, para a esgrima e para Brasil e Espanha no basquete", diz. A emoção da partida, em que a seleção verde-amarela venceu por 1 ponto, o empolgou.

Ele comprou entradas para jogos das seleções de Estados Unidos, França e Espanha — além da grande final.

Na foto acima, ele mostra uma camisa da NBA autografada pelo jogador francês Nicolas Batum. "Eu joguei e ele pegou no ar, depois me devolveu autografada", diz.

Pasqualette também dá outra dica para comprar ingressos: entrar de madrugada no sistema online da Olimpíada. Segundo ele, muitos torcedores chineses que desistiram de vir aos Jogos colocam seus ingressos à venda nesse horário.

Teve gente que até tentou comprar antes, durante o sorteio, mas não conseguiu e tinha desistido. Até agora.

Foi o que aconteceu com o casal de economistas Susana e Fernando Goldfarb. Eles queriam assistir à abertura — não foram sorteados e acabaram não comprando outras entradas.

"Mas a abertura na televisão deixou a gente no espírito olímpico", ela conta, cheia de bom humor.

Assim que compraram os ingressos para o vôlei de praia, no ponto de venda do Shopping Leblon, os dois foram correndo para a arena, que fica em Copacabana.

O engenheiro aposentado Demerval Pereira também entrou no sorteio inicial dos ingressos, mas não conseguiu. No fim das contas, se mudou do Rio e desistiu de assistir aos Jogos.

"Não fui sorteado e não conheço ninguém que tenha sido", ele conta.

De volta à cidade, decidiu dar uma olhada no ponto de venda perto de sua casa. "Vim aqui de passagem, mas tá muito cheio, volto depois."


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