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Sobrevivente dos ataques à Paris filmou o momento em que o tiroteio começou no show

Sébastien filmava o show no Bataclan quando tiros foram disparados. Atenção: áudio e imagens fortes.

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Sébastien estava filmando o show do Eagles of Death Metal dentro do Bataclan quando, então, gravou o momento em que os primeiros tiros foram disparados no ataque que acabou matando dezenas de pessoas.

No sábado, o dia depois do ataque, Sébastien, que pediu que seu sobrenome não fosse usado, postou o vídeo no Instagram.

"As últimas notas antes dos tiros, pânico e horror", ele escreveu na legenda.

"Eu filmava o show e, de repente, haviam tiros. Nem sei se eu cortei o vídeo nessa parte ou se isso aconteceu sozinho", Sébastien contou ao BuzzFeed France.

"Estava com um amigo na pista, na esquerda, não muito longe de uma das saídas.

Inicialmente, quando ouvimos os primeiros tiros, eu nem tinha percebido. Conhecendo o Eagles of Death Metal, você poderia dizer que podiam ser só alguns bagunceiros soltando bombinhas.

Mas, então, me virei e vi um cara com um fuzil atirando contra a multidão".

Depois disso, Sébastien disse que as pessoas na sua frente deitaram-se no chão, para não caírem no tumulto.

"Foi horrível, as pessoas andavam em cima das outras. Tentei ajudar uma mulher a se levantar, mas me empurraram e não consegui. Meu amigo e eu saímos depois de uns dois minutos".

"Depois, uma mulher abriu o corredor do seu prédio para nós e subi ao seu apartamento com uma pessoa ferida que havia sido baleada na nádega. Saímos de lá por volta das 3 da madrugada, a polícia nos interrogou e fomos para casa".

"Eu postei esse vídeo porque ele é um testemunho daquele momento. Não procuro por fama: quanto menos eu for exposto, melhor para mim", Sébastien disse quando foi perguntado o porquê de não querer revelar o seu sobrenome.

As suas imagens também mostram as reações iniciais aos tiros de três membros do Eagles of Death Metal.

"O primeiro guitarrista, à esquerda, saiu bem rápido. O cara grande e barbudo, à direita, não se mexeu. E, o baterista, não sabíamos se ele havia sido baleado ou o quê".

Todos os membros da banda estão sãos e salvos e o baterista não foi atingido, até onde sabemos.

Menos de dois dias depois do ataque, Sébastien diz que se sente muito mal, principalmente quando pensa nas vítimas.

"Vi gente caindo e os cadáveres, mas o que mais me machuca é o número de mortes, é pensar nas famílias das vítimas... Tivemos muita sorte.

É claro que me faço um monte de perguntas. Poderíamos ter feito mais para salvar gente ou para ter controlado os caras?

Busco por palavras, mas é difícil. A cena volta em flashes.

Quando você sai dessa situação, ela te ajuda a ver a vida de verdade".

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