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29 coisas que você não sabia sobre Monteiro Lobato

Do comunismo ao racismo, o pai do Sítio do Picapau Amarelo flertou com todas as vertentes. E continua sendo um dos maiores escritores infantis do Brasil

1. Nasceu José Renato Monteiro Lobato, mas mudou o nome para José Bento porque queria usar uma bengala do pai com as iniciais JBML, o que não seria possível se suas iniciais fossem JRML.

2. Foi reprovado em Português na primeira tentativa de entrar na faculdade de Direito.

3. Queria cursar Belas-Artes, mas virou advogado por exigência do avô.

4. Em 1926, foi morar nos Estados Unidos como adido comercial da embaixada brasileira. Lá, publicou “O Presidente Negro e o Choque de Raças”, que trata de uma eleição presidencial em que um dos candidatos é negro. E outra é mulher.

5. Monteiro Lobato voltou ao Brasil em 1931, certo de que o País tinha petróleo em seu subsolo, e foi ridicularizado por isso.

Domínio Público / Via en.wikipedia.org

6. Incansável, escreveu uma carta ao então presidente Getúlio Vargas, que considerou o texto “ofensivo” e mandou Lobato pra cadeia.

7. O escritor ficou preso por três meses no Presídio Tiradentes — o mesmo onde, até 1972, ficou detida Dilma Rousseff, atual Presidente da República.

8. Finalmente, a primeira jazida de petróleo brasileira foi descoberta em 1939, em um bairro de Salvador chamado… Lobato.

9. É de Monteiro Lobato o lema “O Petróleo É Nosso”, usado na campanha pela criação da Petrobras.

10. “Botocúndia” foi o apelido criado pelo escritor para se referir ao Brasil.

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11. Brigou com os modernistas ao escrever uma crítica furiosa atacando a obra da pintora Anita Mafatti.

12. Também brigou com Oswald de Andrade. Em 1926, disse que um livro do autor “apareceu em São Paulo como o fruto da displicência dum rapaz rico”.

13. No dia seguinte, o escritor Mario de Andrade “decretou” a morte de Monteiro Lobato em um artigo de jornal.

14. Mas eles fizeram as pazes nos anos 30. Monteiro Lobato até defendeu Mario em uma carta, dizendo a um amigo que, por seu talento, o autor de Macunaíma tinha direito “a tudo, até de meter o pau em você e em mim”.

15. Antes da rusga com os Modernistas, Lobato tinha publicado livros de ao menos dois deles: Menotti Del Picchia e Oswald de Andrade. Ambos com capa de… Anita Malfatti.

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16. Depois de libertado do presídio Tiradentes, Monteiro Lobato teve um lote de livros apreendidos e destruídos.

17. Quando o governo Vargas prejudicou seus negócios, Monteiro Lobato se aproximou dos comunistas e participou de um comício de Luís Carlos Prestes no estádio do Pacaembu.

18. Foi um defensor da eugenia, conceito que prevê e valoriza a manutenção de uma raça pura, perfeita.

19. Nessa fase, chegou a trocar correspondências com amigos defendendo a Ku-Klux-Klan: “Um dia se fará justiça ao Ku-Klux-Klan; tivéssemos aí uma defesa dessa ordem, que mantém o negro no seu lugar, e estaríamos hoje livres da peste da imprensa carioca (…).”

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20. Lobato adorava tirar fotos. Tinha uma Rolleiflex e clicava as netas fantasiadas de ciganas, ou as caçadas a borboletas que faziam juntos.

21. Aos 22, ganhou um concurso literário do Centro Acadêmico onde estudava.

22. “A Menina do Narizinho Arrebitado”, precursor do que viria a se tornar a série do Sítio de Picapau Amarelo, foi lançado no Natal de 1920.

23. O livro tinha ilustrações de Voltolino, caricaturista que tinha trabalhado no “Pirralho”, a revista fundada por Oswald de Andrade.

24. Tinha uma expressão para se referir às pessoas que morriam: elas se tornavam “gás inteligente”.

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25. Lobato se considerava um pintor por vocação e um escritor por circunstâncias.

26. Ele mesmo ilustrou a primeira edição de seu livro “Urupês”.

27. Em 1921, em uma rápida autobiografia escrita para uma revista, prometia “publicar ainda um romance sensacional que começa por um tiro:
- Pum! E o infame cai redondamente morto.”

28. Em uma carta enviada a um professor, junto a alguns exemplares de Narizinho, Lobato pedia ao amigo para testar o livro com as crianças. Explicava: “Só procuro isso: que interesse às crianças”.

29. Respondia todas as cartas que recebia dos leitores mirins.

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