45 coisas que você não sabia sobre Roberto Carlos

O primeiro LP hoje vale alguns milhares de reais e “sumiço” do Rei foi capa do Notícias Populares. São tantas emoções…

1. O primeiro LP de Roberto foi lançado em 1961. Chamava Louco por Você e teve ESTONTEANTES… 500 cópias impressas. Hoje, uma delas chega a valer R$ 2 mil.

2. O produtor deste LP era Carlos Imperial, que mais tarde tornou-se astro e produtor de várias pornochanchadas, como “A Viúva Virgem” e “Banana Mecânica”.

3. Roberto abordou Carlos Imperial nos corredores da TV Tupi, contou que também era de Cachoeiro do Itapemirim e que imitava o Elvis. Cantou “Tutti Frutti” para o produtor e ali ganhou o maior apoiador de sua carreira.

4. Quando foi visitar Caetano Veloso no exílio, Roberto levou a mulher, Nice, e cantou “As Curvas da Estrada de Santos”. Caetano, com saudades do Brasil, ficou tão emocionado que começou a chorar — e, na falta de um lenço, enxugou as lágrimas e assoou o nariz na barra do vestido de Nice.

5. O delegado Sergio Paranhos Fleury, símbolo da tortura durante a ditadura militar brasileira, trabalhou como guarda-costas do Rei.

6. Roberto só foi batizado aos 23 anos. Como o pai era espírita e a mãe, católica, eles esperaram o filho crescer para decidir por si só que religião seguir.

7. Caçula da família, Roberto só largou a chupeta aos oito anos.

8. O Rei comemora a virada do ano à 1 da manhã, e não à meia-noite.

9. O primeiro especial de fim de ano do Roberto na Globo foi ao ar em 1974 e teve várias participações especiais, incluindo… os bonecos do Vila Sésamo.

10. O programa de estreia mostrava as curvas da estrada de Santos, Cachoeiro do Itapemirim e outros lugares importantes na vida de Roberto.

11. Na abertura do especial de 1976, Roberto cantou “O Calhambeque” acompanhado por Altamir Carrilho na flauta.

12. Os infalíveis especiais de fim de ano do Roberto produzidos pela Globo, aliás, já foram vendidos para mais de 20 países, incluindo Albânia e Finlândia.

13. Roberto fez participações especiais, como ele mesmo, em duas novelas globais: “Celebridade” (2003) e “América” (2005).

14. Em 13 de fevereiro de 1968, Roberto foi parar na capa do Notícias Populares em uma das manchetes do tabloide que mais tarde se tornaram clássicas.

O repórter precisava de uma nota sobre o Rei. Ligou para um empresário, que disse que Roberto estava em Nova York e não seria possível localizá-lo. Voilà!

Reprodução/Folha de S. Paulo

15. O apelido de infância de Roberto Carlos em Cachoeiro do Itapemirim era Zunga.

16. Roberto estreou no cinema no filme “Minha Sogra É da Polícia” com os melhores colegas de elenco que alguém poderia pedir: Wilza Carla e Costinha.

17. Roberto foi o artista mais lembrado em “As Canções”, documentário de Eduardo Coutinho que mostra pessoas comuns cantando as músicas que mais marcaram suas vidas.

18. O primeiro jornalista a falar da perna mecânica de Roberto, assunto tabu até hoje, foi Carlos Lacerda, inimigo mortal de Getúlio Vargas e mais tarde cassado pela ditadura militar.

19. Em 1968, depois de ganhar o Festival de San Remo, na Itália, Roberto mandou um telegrama para a mãe: “Minha mãe, seu filho vitorioso. Contentíssimo. Abraços. Seu filho.”

20. Os sapatos de Roberto são todos feitos sob encomenda. Ele usa o mesmo modelo há mais de 20 anos, com fecho de velcro.

21. Roberto só toma água mineral. E sem gelo.

22. O maior medo do Rei é ficar careca.

23. Roberto usa, há 46 anos um medalhão do Sagrado Coração de Jesus, presente da irmã Fausta, freira da ordem que foi professora dele.

24. A ideia de distribuir flores para as fãs no fim do espetáculo surgiu da maquiadora de Roberto, em um show de 1978.

25. Nos primeiros shows em que distribuiu flores, Roberto jogava cravos — e não rosas — para as fãs.

26. Roberto sempre chega ao local do show com três horas de antecedência.

27. O Rei parou de fumar cachimbo em 1985.

28. Antes de virar vascaíno, Roberto foi torcedor do Flamengo e do Botafogo.

Reprodução/Intervalo

29. Nos anos 60, para deixar o cabelo liso, Roberto dormia de touca — aquele famoso estratagema de pentear os cabelos no sentido horário e colocar uma meia ou lenço por cima.

30. “Emoções” nasceu em Belém do Pará — Roberto começou a cantarolar a melodia quando estava indo de carro para o aeroporto.

31. Ao terminarem de compor “Emoções”, Roberto e Erasmo passaram o rascunho à limpo e choraram ao cantar a canção pela primeira vez.

32. “Quero que Vá Tudo pro Inferno” começou a ser composta em Osasco, quando Roberto ouviu uma melodia enquanto sua secretária girava o dial procurando sintonizar alguma estação.

33. “Quero que Vá Tudo pro Inferno”, com o refrão “quero que você me aqueça neste inverno”, estourou exatamente no verão.

34. O Rei desistiu de cantar “As Rosas Não Falam” em shows porque acha que as plantas falam, sim.

35. Roberto apoiou a decisão do então presidente José Sarney de proibir a exibição do filme “Je Vous Salue Marie”, de Jean-Luc Godard, em 1986. Mandou até um telegrama dando parabéns ao presidente, o que deixou o amigo Caetano Veloso muito irritado.

36. Em 1966, ao ser ameaçado no estacionamento de uma farmácia, sacou um revólver e deu dois tiros para o alto. Mais tarde, foi absolvido das acusações de porte ilegal.

37. Roberto realmente DETESTA biografias. Em 1979, conseguiu proibir o lançamento de “O Rei e Eu”, escrita por um ex-funcionário. E incinerou as cópias apreendidas.

38. O nome de seu primogênito com Nice é Roberto Carlos II — com algarismos romanos. Tipo Rei mesmo.

39. Roberto Carlos tem dezenas de superstições conhecidas: evita marrom, odeia o número 13, não assina contratos na lua minguante. E uma pouco sabida: ele jamais volta a fita do gravador.

40. O rei foi astro de fotonovelas da revista Melodias, editada por Fred Jorge, que também era autor de versões como “Estúpido Cupido” e “Banho de Lua”.

Reprodução/Melodias

41. Seu primeiro cachê foram balas, que Roberto gantou ao cantar pela primeira vez, aos nove anos, em uma emissora de rádio de Cachoeiro do Itapemirim, em outubro de 1950.

42. A música cantada foi um bolero chamado “Amor y Más Amor”, composição do espanhol Bobby Capó.

43. Roberto Carlos insistia em ir para a igreja vestido de Bob Nelson, cantor famoso nos anos 40 que se apresentava paramentado de caubói (embora fosse paulista).

44. Para exercer seu primeiro emprego, de crooner em uma boate de Copacabana, Roberto precisou de autorização do pai. Ele estava às vésperas de completar 18 anos, mas a idade mínima para o trabalho era de 21.

45. “Detalhes” é a única música que nunca saiu do repertório dos shows de Roberto.

Fontes: “Roberto Carlos em Detalhes”, Paulo Cesar de Araújo; “A Ditadura Escancarada”, Elio Gaspari, Companhia das Letras; “Verdade Tropical”, Caetano Veloso, Companhia das Letras; Memória Globo; IMDb.

Reprodução/Intervalo

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