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Existe uma mulher que tricota com a sua vagina e a internet está “escandalizada”

A vagina é dela e ela vai tricotar se ela quiser.

1. Essa é Casey Jenkins, uma artista e ativista de artesanatos de Melbourne, na Austrália.

Jenkins recentemente aterrorizou a internet com a sua peça de arte performática intitulada “Arrancando o Meu Útero”.

2. O projeto de Jenkins diz respeito a tricotar da sua vagina, mas isso não era para aterrorizar ninguém. Na realidade, o objetivo era fazer as pessoas ficarem mais, digamos, à vontade com as vaginas das mulheres.

“Se você olhar para uma vagina, você percebe que ela é apenas uma parte de um corpo. Não é nada chocante ou assustador. Nada vai sair correndo e engolir você.”

3. “Arrancando o Meu Útero” envolve Jenkins “tricotando com lã que eu introduzi na minha vagina” por 28 dias.

Cate Sevilla / Via youtube.com

É. Da vagina dela.

4. Jenkins explica: “Todo dia eu pego um novo novelo de lã e desfio a partir do centro.”

Cate Sevilla / Via youtube.com

5. “Eu o coloco dentro de mim e então puxo o fio para fora e tricoto.”

Cate Sevilla / Via youtube.com

Jenkins diz que o processo é “confinante, uma vez que eu fico presa tricotando, então eu realmente não posso levantar e me movimentar”, mas insiste que isso é apenas “restritivo” e não doloroso.

6. Talvez um dos elementos de “Arrancando o Meu Útero” que realmente impressionou as pessoas foi o fato de que a performance durou 28 dias.


O que significa que isso continuou ocorrendo até mesmo quando Jenkins estava menstruada. (Isso mesmo.)

7. “A performance não seria uma performance se eu eliminasse o meu ciclo menstrual.”

Cate Sevilla / Via youtube.com

Isso não faria tudo mais difícil? Jenkins explica que não foi tão ruim: “Quando eu estou menstruada isso fica muito mais difícil porque a lã fica molhada, então eu tenho que puxar com força.”

8. A reação a “Arrancando o Meu Útero” tem sido positiva na galeria onde ela se apresenta. “Quando eu estou sentada na galeria e tricotando, muitas das reações são de pessoas dizendo, ‘Você é tão corajosa, você é tão corajosa’.”

Cate Sevilla / Via youtube.com

Ela disse que quando você está mostrando a sua vagina, você espera uma reação de “medo e repulsão”, mas Jenkins achou que o seu projeto mudaria as coisas. Ela diz: “Ao associar a vagina com algo que as pessoas acham aconchegante, fofo, benigno e chato, eu espero que as pessoas questionem medos e associações negativas que eles têm em relação a vagina.”

9. Porém, a reação a esse vídeo de Jenkins explicando o seu projeto mostrou que nem todos amam vaginas como ela.

Tipo, não mesmo.

10. Os comentários foram desativados no vídeo e Jenkins já escreveu uma resposta no Guardian para aqueles que ficaram “enojados” com o seu projeto.


“A resposta ao clipe foi imediata, massiva e na grande maioria, negativa, marcada pelo medo e pela repulsão. A palavra “eca” apareceu bastante, assim como “eww”, “nojento” e “por quêêê?”. Pontos de exclamação ocuparam caixas de comentários inteiras, quebrados apenas pelo estranho ponto de interrogação. Tudo é motivo de críticas; o sangue menstrual utilizado na obra provavelmente fomenta a grande maioria delas, mas os espectadores falaram do meu corte de cabelo, das minhas sobrancelhas, da minha pele, da minha cidade natal, da minha escolha de palavras, da minha técnica de tricô e da cor da minha blusa. A natureza das respostas não foi inesperada, mas a escala que a mesma tomou foi e vem sendo fascinante de observar.”

16. Mas, basicamente, Jenkins não se importa. Ela tem “total confiança” no seu trabalho e “milhares de opiniões da internet” não conseguem mudar isso.

“Mas independentemente se eles tomarem esse caminho ou não, eu estou orgulhosa de “Arrancando o Meu Útero”. Eu criei uma performance que eu acredito ser linda e valiosa e eu sei que essa crença pode superar toda a negatividade do mundo.”

17. Invejosos vão invejar, Casey. Invejosos vão invejar.

Cate Sevilla / Via youtube.com

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