12 bares históricos que todo apaixonado por livros precisa visitar

Baixe o seu espírito literário bebendo onde os grandes beberam.

1. The Eagle and Child (Oxford, Inglaterra)

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Fregueses notáveis: J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis

Este pub universitário, que remonta a meados do século XVII, serviu como o ponto de encontro oficial para Tolkien, Lewis e para o restante de seu grupo de escritores, chamado de Inklings. Desde 1933 até o início da década de 1950, o grupo se encontrava semanalmente na Rabbit Room [Sala do Coelho], o lounge privado do bar, para compartilhar e criticar os manuscritos inacabados uns dos outros.

Hoje, as paredes do aconchegante Rabbit Room estão decoradas com recordações, fotos emolduradas dos autores e um documento assinado com um bilhete - “Os abaixo-assinados, tendo acabado de dividir o seu presunto, beberam à sua saúde” - dos autores para o antigo proprietário.

2. Vesuvio Cafe (San Francisco)

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Fregueses notáveis: Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Neal Cassady

Este bar kitschy em North Beach era o ponto de encontro de algumas figurinhas fáceis da geração Beat, e o beco que fica atrás dele inclusive foi batizado em homenagem a Kerouac. Situado do outro lado da rua em relação à renovada livraria City Lights, ele agora atua como um monumento ao jazz, à arte, à poesia e ao estilo de vida criativo. Ele também serve algumas bebidas bem potentes.

3. White Horse Tavern (cidade de Nova York)

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Fregueses notáveis: Dylan Thomas, James Baldwin, Anaïs Nin, Norman Mailer

A White Horse Tavern foi inaugurada em 1880 e era conhecida por ser um ponto de encontro de estivadores até os anos 1950, quando o poeta galês Dylan Thomas começou a aparecer por lá. É mais (morbidamente) famosa por ser o lugar do último drinque de Thomas; em novembro de 1953, após emborcar dezoito doses de uísque, ele desmaiou na calçada e morreu mais tarde no Hospital St. Vincent.

Ainda assim, esta taberna de West Village permaneceu como um local favorito entre o meio literário, atraindo escritores e poetas até hoje.

4. El Floridita (Havana, Cuba)

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Freguês notável: Ernest Hemingway

O mundo se apaixonou pelo El Floridita nos anos 40, e Hemingway estava bem no meio do fervor. Era o bar favorito dele durante os 20 anos que passou em Cuba, e a bebida preferida dele era o Daiquiri com raspas de gelo, especialidade do local. Ele ajudou a popularizar o ponto e seu coquetel original (o bar também era conhecido como ” La Cuna Del Daiquiri”, ou ” O Berço do Daiquiri”) em seus escritos, e o bar lhe devolveu o carinho. Papa Hemingway é homenageado atualmente com um banco dedicado a ele junto ao bar, com um busto, com uma estátua de bronze em tamanho natural e com uma diversidade de recordações e fotografias.

5. Cerveceria Alemana (Madri, Espanha)

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Freguês notável: Ernest Hemingway

Não é segredo que Hemingway gostava de beber, então não é surpresa que ele tenha deixado uma porção de bares favoritos espalhados pelo mundo todo. Na Espanha, era a Cerveceria Alemana, uma cervejaria fundada em 1904 que resiste às mudanças e que foi homenageada por Hemingway em O Sol Também se Levanta. Os visitantes ainda podem se sentar à sua mesa favorita, com tampo de mármore e com vista para uma janela.

6. Carousel Bar no Hotel Monteleone (Nova Orleans)

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Fregueses notáveis: Tennessee Williams, William Faulkner, Ernest Hemingway, Eudora Welty, Truman Capote

O Hotel Monteleone já recebeu tantos escritores em sua história que os Amigos da Associação das Bibliotecas designou-o como um marco oficial da literatura em 1999. Seu impressionante leque de frequentadores já incluiu alguns dos escritores mais influentes do sul dos Estados Unidos, e Truman Capote famosamente chegou a afirmar que nascera em um quarto do Hotel Monteleone. (O Hotel nega, embora a mãe de Capote estivesse morando lá durante a gravidez.)

O hotel e o lounge são marcos históricos do Bairro Francês e imperdíveis, mas é bom os visitantes saberem que gastarão uma boa grana ao visitá-los.

7. Kennedy’s (Dublin, Irlanda)

Fregueses notáveis: Samuel Beckett, James Joyce, Oscar Wilde

A história literária do Kennedy’s é especialmente interessante porque inclui tanto clientes quanto funcionários. Quando ele ainda funcionava também como um mercadinho, um jovem Wilde ganhava uns trocados estocando as prateleiras. Hoje o pub é só um pub - com um público universitário, aliás - mas os visitantes podem saborear uma cerveja no mesmo bar com tampo de mármore onde os velhos amigos Beckett e Joyce uma vez se sentaram.

8. Old Town Bar and Restaurant (cidade de Nova Iorque)

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Fregueses notáveis: Frank McCourt, Seamus Heaney, Nick Hornby, Billy Collins, Pete Hamill

Este bar em Flatiron District é um favorito de alguns dos melhores escritores modernos, e ele possui capas de livros autografadas penduradas nas paredes para comprovar isso. Os escritores que passam por ali não apenas bebem no lugar (Hamill escreveu na capa de um exemplar do livro A Drinking Life: ” Para um bar que ainda me deixa com sede”), mas também o escolhem como ponto para seus lançamentos de livros. A maior parte da mobília e da decoração do lugar permanecem inalteradas desde sua abertura, em 1892, mas hoje em dia a cerveja local, cortesia da Brooklyn Brewery, domina o cardápio.

9. Les Deux Magots (Paris, França)

Flickr: roboppy / Creative Commons

Fregueses notáveis: Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Ernest Hemingway

Les Deux Magots era o lugar para qualquer um que fosse alguém na cena literária francesa do início do século XX. A cafeteria era o rendez-vous escolhido por artistas, escritores e intelectuais como de Beauvoir, Sartre, Camus e - é claro, porque havia bebidas envolvidas, ele estava lá - Hemingway. Hoje ele é um abrigo de turistas, o que significa menos tempo vendo a tarde passar nas cadeiras de vime espalhadas pelo pátio, mas ainda vale a pena passar lá para um café ou um martini.

10. Red Key Tavern (Indianápolis)

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Freguês notável: Kurt Vonnegut

Os fãs ardorosos de Vonnegut vão querer incluir este ponto em sua próxima viagem de carro. Conta-se que este bar sem frescuras - aberto por um veterano e prisioneiro da Segunda Guerra Mundial, e decorado com modelos de aviões pendendo do teto - era o lugar preferido de Vonnegut para beber umas e outras, com muitos clientes regulares contando que chegaram a vê-lo escrevendo e bebendo em sua mesa. A taberna também faz uma aparição no romance Going All The Way, de Dan Wakefield, publicado em 1970.

11. Antico Caffè Greco (Roma, Itália)

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Fregueses notáveis: John Keats, Charles Dickens, Henrik Ibsen, Hans Christian Andersen, Shelley, Lord Byron, Maria Zambrano

Tendo sido inaugurado em 1760, este marco histórico é o bar mais antigo de Roma (e o segundo mais antigo da Itália). Sua reputação como um porto para escritores e artistas foi impulsionada em grande parte por Shelley e seus contemporâneos, que trabalhavam em manuscritos e trocavam ideias enquanto saboreavam um cappuccino nas mesas de mármore do Caffè. Ele continua atraindo ainda hoje algumas das mentes mais influentes de Roma.

12. La Rotonde (Paris, França)

Flickr: cycletheghostround / Creative Commons

Fregueses notáveis: Gertrude Stein, T.S. Eliot, F. Scott Fitzgerald

Esta cafeteria em Paris era uma favorita durante a era dos expatriados norte-americanos, e sua popularidade é observada por seu frequentador contumaz (sim, adivinhou) Hemingway em O Sol Também se Levanta: “Partindo da Rive Droite, não importa para qual cafeteria em Montparnasse você peça que um taxista o leve, ele sempre o levará para o Rotonde”. Essa popularidade não esmoreceu, mas viajantes que desejam visitá-lo precisarão esperar mais alguns meses. A cafeteria fechou em janeiro para reformas, e sua reabertura está programada para março de 2014.

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